domingo, 2 de dezembro de 2007

"MANUAL DO CAFAJESTE MODERNO" - ISAÍAS CAMANDUCAIA

Este blog é uma prova de amor à literatura e ao meio-ambiente. São duas manifestações de sentimento fortíssimo oriundas do fato desse Manual não virar um livro.

Afinal, um blogueiro que efetivamente gosta e respeita a literatura não emporcalha prateleiras com trabalhos medíocres; e um cidadão consciente jamais permitiria que uma mísera árvore fosse derrubada para que seus parágrafos fossem impressos.

Sou dessa turma. Consciência ecológica e bom-senso. Noção coletiva e individual. Um cidadão no novo milênio? Babaquice. Apenas alguém com vergonha na cara.

É por isso que este - digamos - "livro" sai assim, num blog. Ninguém é obrigado a gostar ou desgostar, elogiar ou xingar, muito menos GASTAR UM CENTAVO para ler minhas idéias.

O índice abaixo, ainda por cima, facilita a leitura e evita aquela chatice de ficar descendo e subindo o cursor para "achar determinado texto". E assim por diante.

E vamoquevamo!

* * *

ÍNDICE DO MANUAL
Basta clicar sobre os títulos para que abra a página respectiva. Moleza, né? Difícil mesmo é ter saco para ler tudo...

Introdução

I - PARA OS HOMENS

- Teste: Você é um Cafajeste Moderno?

- Tipos de Cafajeste

- O Cafajeste Moderno

- Política: Abordagens Específicas

- Lista de Fingidoras de Orgasmo

- Explicações Manjadas das Moças ‘Com Personalidade’

- Duas Dicas Para Pagar Menos no Motel

- Sobre o "Jantarzinho Preparatório"

- "Viagra" é Remédio

- Rebocando o Canhão Para o Amigo Faturar uma Gata

- Como Acabar uma Relação Borocoxô - Ou Pelo Menos Conseguir uma Baguncinha da Boa

- A Tática Covarde do “Beijo de Tchau”

- As Mulheres da Hora do Aperto

- Caronas Distantes

- O Lendário "Desespero Praiano"

- Coisas Cafonas de Motel


II - PARA AS MULHERES

- Magricela Não É Sexy

- Lugar Público: A Tara de Quem Nunca Fez

- Medidas Práticas Para Acabar Com o Mau-Cheiro da Periquita

- Lingeries - Minha Lista de “In” e “Out”

- A Pinguça da Facul

- Por Que Não Ligamos no Dia Seguinte?

- Coisas que Fazemos a Contragosto Só Para Ganhar uma Mulher

- Como Cozinhar as Garotas em Banho-Maria

- Como os Homens se Comportam no Puteiro?

- Pequena Lista de Malandróvskis Clássicos do Verão

- "Ninguém Nunca Reclamou" é Uma Justificativa Idiota

- Dúvidas Femininas, Respostas Masculinas


III - OS DEZ MANDAMENTOS DO CAFAJESTE MODERNO

- Os Dez Mandamentos

INTRODUÇÃO

Até bem recentemente, ser cafajeste era o mesmo que não gostar de mulher. Os 'cafas' de outras eras deixavam bem claro o quanto desprezavam o sexo feminino. Misóginos ao extremo.

Não é nosso caso. Nós, os modernos, gostamos de mulher; ou melhor, de mulheres. Esse plural é que nos mata.

Os da geração passada batiam no peito e gritavam a plenos pulmões aquilo que eram. Não por orgulho, mas por afirmação. Tudo para fazer parte do grupo.

Nós, cafajestes modernos, não fazemos questão de fazer parte desta ou daquela turma. O importante, mesmo, é ter mulher por perto.

Fingimos gostar de poesia, bossa nova, artes plásticas ou qualquer outra coisa inescapavelmente intragável, tudo isso somente para faturar uma garota.

Muitas mulheres dizem que não gostam de cafajestes, mas isso é quase sempre mentira. Claro que gostam. Mulher odeia mocorongo, odeia homem bobo, odeia zé mané. Mas também não gostam de ser enganadas, não acham nada bacana estar ao lado de um espertalhão.

A equação parece complexa, mas na verdade é bem simples. Basta fazer um teatrinho. Somos cafajestes, elas bem sabem, mas fingimos que não. E pronto. Tudo resolvido.

O verdadeiro cafajeste moderno não se parece em nada com o 'antigo cafajeste'. Tudo bem que ambos pisam feio no tomate, mas cada qual em seu campo.

Enquanto os de antigamente eram machistas, misóginos e prepotentes; os de agora são gentis, carinhosos e companheiros. Só não conseguem ter apenas uma mulher.

Somos compreensivos em relação às complexidades femininas, como a TPM, a grande necessidade de chocolates ou mesmo o furor uterino provocado em grandes liqüidações. Pedimos, portanto, que as moças também saibam entender esse nosso jeitinho heterodoxo.

Daí ninguém briga.

TESTE: VOCÊ É UM CAFAJESTE MODERNO?

O mínimo vestígio de dúvida já deixa claro que você, leitor, não deve ser um cafajeste moderno. Mas todos, claro, podem fazer o teste. Boa sorte!

1 – Você se apaixona...
a) sempre, por várias mulheres
b) nunca, não importa a mulher
c) raramente, por uma de cada vez

2 – Você é feliz...
a) com várias mulheres
b) com uma fixa, e de vez em nunca uma aventurinha
c) apenas com a mulher amada

3 – Para conquistar, você...
a) procura sempre agradar a mulher
b) deixa claro que não é confiável
c) joga limpo e também se deixa levar

4 – Durante a conquista, você...
a) procura seduzir por inteiro
b) busca apenas despertar o tesão
c) busca seduzir e ser seduzido

5 – No dia seguinte, você...
a) mantém o clima de desejo
b) não entra em contato
c) manda flores e faz juras de amor

6 – Pelas mulheres, você faz...
a) qualquer negócio
b) só o que o agrada
c) qualquer coisa, mas apenas pela mulher amada

7 - Quando uma mulher o deixa, você...
a) fica muito chateado
b) nem liga
c) perde o rumo

8 – Como trata as mulheres?
a) Todas muito bem, do mesmo jeito
b) Algumas com carinho, outras só tesão
c) Uma com carinho, com as outras só amizade

9 – Como reage ao ser desmascarado
a) Confessa, em busca do perdão
b) Nega até a morte
c) Desmascarado de quê?

10 – Numa mesma noite, você...
a) Apenas sai com uma
b) Sai com quantas puder
c) Sai com a mesma de sempre

Contagem de pontos:
10 - para cada alternativa "a"
05 - para cada alternativa "b"
00 - para cada alternativa "c"



Resultado:

De 0 a 20
Você é um homem fiel e bonzinho, está muito longe de ser um cafa. Chega a ser curioso o fato de ter feito o teste. Tudo que foi e será dito sobre o cafajeste moderno, para você, pode soar como ficção exagerada. Assim como você, para os demais, não passa de um homem fictício.

De 25 a 50
Ainda está longe de ser um cafa. Até gosta de dar uns pulinhos, mas pelo visto não sabe das coisas. Acha que é o gostosão, não é mesmo? Mas as coisas não são assim. Deveria investir mais nas mulheres, para evitar essas tantas e tantas noites em que não tem pra quem ligar.

De 55 a 80
É um bom começo. Pelo visto, já tem uma boa idéia dos rudimentos, mas também peca por se achar o tal. Pára com isso. Mulher gosta de homem decidido, não de prepotente; gosta de quem tenha personalidade, e não arrogância. Acorda, Zé!

De 85 a 100
Você sabe das coisas. Trata bem qualquer mulher, sabe dar valor, lamenta quando perde e não banca o malandro e desaparece no dia seguinte. Maravilha. Você está sempre podendo escolher com quem sair, e ainda por cima tem lábia para convencer a não-escolhida de que não pisou na bola. Parabéns.

Mais de 100
Você não sabe fazer conta.

TIPOS DE CAFAJESTE

Dizem que todos são inocentes, até prova em contrário. Pode ser, mas a premissa se inverte quando se trata dos homens. Todos são cafajestes, até prova em contrário.

Assim como a fauna masculina é muito variada (embora pareça ser monótona e homogênea), os cafajestes também existem em várias modalidades e subespécies. Vejamos os tipos mais comuns:

O Clássico
Este é o que chega como "homem sério", falando em "relação duradoura", entre outros pormenores. Ele leva pra jantar, conversa muito bem, e faz todo o teatro necessário para conseguir uma transa. Imediatamente após a ejaculação, há uma metamorfose e ele se transforma numa outra pessoa. Muda o olhar, muda o jeito de falar, e de forma impressionante surge algum compromisso bem naquele momento. Obviamente, ele NÃO LIGA no dia seguinte. Porém, alguns dias depois (o prazo tradicional é de uma semana), ele liga querendo o famoso "repeteco", e dizendo que adorou, que foi tudo maravilhoso etc.

O Amiguinho
É mais ou menos parecido com aquele tipinho consagrado de nossa sociedade: o "arroz". Em vez de uma abordagem direta, ele prefere se fazer de amigo, se aproximar, ganhar a confiança e, como um urubu, esperar a hora certa para se alimentar. E a "hora certa" é o momento em que a garota briga com o namorado, ou de alguma outra forma se encontra muito carente. É nesse momento que o outrora amiguinho coloca as manguinhas de fora e mostra a que veio.

O (Pseudo) Homem-Máquina
Ele faz muita propaganda de si próprio. Muita, mesmo. De acordo com suas próprias estatísticas, ele é o homem que mais tempo já conseguiu permanecer com o membro ereto, que mais ejaculou numa única noite e mais vezes orgasmos proporcionou a uma mesma parceira. Lá pelas tantas, em geral depois de tomar umas e outras, alguma incauta cai nessa conversa e resolve arriscar. Via de regra, a transa é um fiasco.

O Superior Hierárquico
Clássico dos clássicos, não é mesmo? Há os explícitos, que falam na cara-dura, e os supostamente mais "espertos", que preferem manter uma certa ambigüidade. De todo modo, trata-se daquele que se vale de sua posição de superioridade em uma empresa ou mesmo órgão público para mandar brasa no mulherio.

O Subalterno
É o inverso do anterior. Não que ele dê uma de coitadinho ou seja vítima da sanha conquistadora de sua chefe, mas sim pelo fato de tentar explorar a fantasia (de algumas mulhers) em relação aos serviçais e empregados em geral. Sempre que pode, esse tipinho mostra os músculos ou algum outro detalhe impressionante de seu corpo, e em tempo algum esconde os namoricos ou casinhos. Ele quer que a chefe o deseje, e a coisa fica mais intensa quando descobre que a dita cuja está em crise conjugal.

O Bonitão
Salvo casos realmente raros, ele é um cafajeste "criado pelo mundo". Nem sempre tem uma índole ruim, porém o mundo inúmeras vezes o forçou a ser assim. Enquanto todos os rapazes se esforçavam para conquistar uma garota, para ele tudo sempre foi fácil. Fácil até demais. Assim, ele nunca deu o devido "valor" à coisa, mais ou menos como acontece com os meninos que nascem em famílias milionárias. Em vez de corrigi-lo, a mulherada acaba estimulando ainda mais seu lado cafajeste, pois se oferece de todas as formas e maneiras, sem impor condição alguma, apenas pelo fato de que ele é bonito e gostoso. Aí o cara aceita, claro, e depois não adianta reclamar que ele é um desalmado ou coisa assim.

O Artista
Ele usa sua "arte" para conquistar. Há o mau artista que é bonito, e a mulherada cai de pau por conta da beleza; e há o bom artista que nem é tão bonito, mas a mulherada também cai de pau - aí por afeição artística, mesmo. E há, sem dúvida, o "bonito e bom artista", tipo o Chico Buarque, que é alvo de todo tipo de cantada de exatamente todas as mulheres do Planeta Terra. Por fim, o pior de todos os tipos: o "ruim e feio". Esse sofre.

O Esquisitão
Ele é quieto, tem hábitos estranhos e há vários boatos sobre o camarada. Além de tudo, nem mesmo é bonito. Mas as mulheres acabam querendo graça com o cara, porque é carismático, ou talvez por pura e simples curiosidade (que não matou somente o gato). Quando finalmente o conhecem - e descobrem suas esquisitices -, normalmente se afastam com medo, nojo, raiva, pudor ou algum outro tipo de sentimento horrível. Mas há sempre uma que se arrisca a ficar. E é essa "uma" que perpetuará a lenda e o mito do tal Esquisitão.

O Falso Gay
Tempos atrás, um homem efeminado sofreria todo tipo de discriminação, inclusive por parte das mulheres, e quase nenhuma aceitaria sair em público com o cara. Hoje, porém, os tempos são outros, e a coisa mais normal do mundo é uma garota ter um "melhor amigo gay". O Falso Gay é um oportunista que ataca esse nicho de mercado. Ele tem trejeitos, seu estilo gera dúvidas, mas ao mesmo tempo ele é sedutor, tal e coisa. E a garota, às vezes movida pelo desafio de converter e catequizar, entra na conversa.

O Carente Provisório
Esse é perigosíssimo. Por algum motivo, ele está realmente carente. Em geral, foi por conta de briga com a namorada. Aquele farrapinho humano desamparado logo desperta o instinto maternal de umas e outras, mas principalmente faz com que pensem "Ahá! Esse aí é presa fácil!". E, de fato, é mesmo. O problema é que a tal "presa" deixa de ficar carente rapidinho e, ato contínuo, dispensa a mocinha que o ajudou a "sair da fossa". Ou então - o que é bem comum, aliás -, ele simplesmente volta para a namorada. E a pobre garota que ficou com ele nesse meio-tempo, além de se sentir uma idiota, vai passar por "oportunista".

O Poderoso
É uma tática parecida com a do Superior Hierárquico, mas a diferença é que o Poderoso não precisa se preocupar com processos judicais de assédio sexual. Então, ele joga mesmo no ataque. Convida para sua casa da praia, fala em velejar, passeia com seu carro importado, enfim, deixa claro que a vida consigo é pra lá de mansa e confortável. Então, ele come a garota e vai embora. Simples assim. Ah, um aviso para eventuais espertinhas: praticamente todo Poderoso fez vasectomia. Então, nem adianta ter esperanças...

O Tigrão
Nem sempre é uma questão de grana, mas sim de "experiência de vida". Seu alvo são as garotas que "não agüentam a imaturidade dos meninos". Ele fala de viagens que fez, de gente que conheceu, dos problemas do trabalho, e acaba envolvendo a moça num universo adulto que é muito encantador, bem diferente do mundinho pós-adolescente dos amigos da faculdade. Como em todos os outros casos, porém, o Tigrão também descarta sua "presa" rapidamente.

O Tigrinho
É o "molecão sarado" que descobriu o maravilhoso, encantado e pra lá de farto mundo das "coroas carentes que querem sexo desesperadamente". Acostumadas com os ex-maridos que eram uns palermas, elas rapidamente se encantam com o menino que parece "saber tudo". E ele deita e rola, se sentindo o fodão. Até o dia em que cansa disso tudo e resolve sair com garotas de sua idade, provocando traumas e ódios em pelo menos umas 30 coroas que, de novo, estão desamparadas.

O CAFAJESTE MODERNO

Ele não é nada disso que foi exposto no capítulo anterior, mas também não é exatamente uma "boa pessoa". O verdadeiro Cafajeste Moderno não faz um único tipo, mas sim TODOS OS TIPOS.

Ele pode ser qualquer coisa, exatamente qualquer coisa, desde que isso implique em uma transa. Pode ser machão, pode ser mais feminino, pode até fingir que é mais velho ou mais novo. Tanto faz. O importante, mesmo, é o sexo.

O Cafajeste Moderno é amigo, ou inimigo (nos casos em que a briga gera uma tensão sexual), é amante das artes, é alternativo ou segue modinhas. Ele não liga. Para efeito de conquista e transa, ele se adapta ao meio. E com maestria.

Enquanto um amador finge que gosta de bossa nova só para agradar à moça, o Cafajeste Moderno não somente se transforma num amante do ritmo, com também aparece com violão debaixo do braço e pelo menos umas vinte canções decoradas.

É... Nós somos profissionais.

A grande falha de caráter do cafajeste moderno é que ele gosta de mulher ao ponto de não se contentar com uma. Nem com duas. Ok, nem com três ou quatro. E isso não é algo que muitas aceitam, de modo que é preciso, vez por outra, fazer as coisas de forma não exatamente explícita.

Como já dito na introdução, ele não é como o Antigo Cafajeste, que simplesmente odiava mulher (Freud explica...). O Cafajeste Moderno as adora e é realmente amigo; além de conversar muito bem.

Ele é esperto que, quando desmascarado, não perde tempo com negativas idiotas. Simplesmente congratula a mulher pela perspicácia, assume que tudo é verdade, mas não desiste. E, em muitos casos, tal "sinceridade" acaba dando bons resultados.

É difícil encontrar conceitos para explicar, de forma sintética, o que é o Cafajeste Moderno. Mas, a essa altura, é provável que todos os leitores, homens ou mulheres, já saibam muito bem de que tipo estamos falando.

Então, é isso.

POLÍTICA: ABORDAGENS ESPECÍFICAS

Nosso povo cordial vez por outra traz à baila aquela máxima de que não se discute "política, futebol e religião". Não estamos aqui para reprimir a boçalidade do povo, mas sim para faturar alguma coisa.

A política, mais por interesses escusos ou ideologias distorcidas, provoca mesmo muitas paixões neste país. E, se você quer obter êxito na conquista de uma "politizada", é bom seguir algumas dicas.

Obviamente, cada "tipo" exige um comportamento próprio.

A Ultra-Esquerdista
É uma grande mentira essa história de que toda esquerdista radical tem bigode. Esse mito já foi derrubado inúmeras vezes, e hoje em dia é possível encontrar muitas que sejam razoavelmente palatáveis.

Para ganhá-la, não adianta simplesmente decorar as palavras-de-ordem e os gritos de guerra de sua agremiação (P-SOL, PSTU, PCO etc). Você precisa "entrar na personagem", de modo a convencê-la de que você realmente acredita em toda a patacoada socialista.

É preciso ser um bom ator, para fazer sair aquela lagriminha ao mencionar a luta de classes, bem como fazer saltar veias no pescoço ao falar da desigualdade social.

Fora isso, não há outras grandes preocupações. Não é preciso ler qualquer autor, já que elas não lêem nem o próprio Marx.

A Petista
Essa daí é um caso mais sério. Ela já foi parecida com a anterior, mas hoje é bem diferente. Não se fala mais em socialismo ou coisa do tipo, mas sim na defesa da própria legenda. É mais ou menos como no caso daqueles integrantes de torcida organizada que parecem torcer mais para a própria torcida do que para o time.

Resumindo: você não pode atacar o PT e, bem ao contrário, deve ter na ponta da língua todas as desculpas usadas pelo partido para justificar as mancadas dos últimos tempos.

Quando alguém falar em "mensalão" você diz que nada está provado; quando alguém falar que o Governo não é suficientemente "de esquerda", você diz que já foram feitas mudanças significativas. E assim por diante.

A mulher petista vai se apaixonar por você em questão de segundos. Ah! Não esqueça a barba-por-fazer e a estrelinha no peito!

A Tucana
Ela lembra um pouco a petista, pois na verdade não tem exatamente uma ideologia, mas sim apego ao partido. Porém, assim como acontece no catolicismo brasileiro, há no grupo das tucanas uma categoria esquisita: a "não praticante".

Ela vota no PSDB, defende idéias do partido, mas não é ligada às liturgias partidárias, nem sabe quem-é-quem no jet-set do tucanato. Simplesmente não vai muito com a cara do PT, nem tem mais coragem de votar no povo ligado ao Maluf.

Assim, quando se tratar de uma mulher tucana (praticante ou não), você precisa: a) atacar o PT; b) atacar o malufismo, carlismo e todo tipo de oligarquia; c) defender (óbvio) o PSDB; d) fingir que o PSDB nunca se aliou ao PFL; e) fingir que FHC nunca apareceu junto de Maluf em um outdoor; f) fingir que a Havanir Nimtz (ex-Prona) não é do PSDB.

A parte boa da tucana é que ela, na verdade, não gosta de política (tanto que é tucana!). Então, basta simplesmente não falar em política.

A Malufista/Pefelê
Essa categoria tem duas subespécies: a "partidária" e a "simpatizante". Claro, todo partido conta com isso, mas neste caso a diferença é GRITANTE.

Explico.

A partidária é aquela que faz parte do negócio, ou tem familiares que já integraram administrações geridas por essa turma. Enfim, vocês sabem de quem estou falando. Curiosamente, porém, elas não são tão nervosas e até aceitam brincadeiras.

A simpatizante é que dá problema. Ela realmente acredita nas "idéias" desses políticos das antigas, e refuta com veemência as denúncias e acusações - mesmo as mais óbvias e já comprovadas.

O que fazer? Ora, concorde com tudo, dê uma força nesse momento de tristeza, mágoa e derrota política, e o resto é só alegria.

A Direitista Conservadora
Assim como nem toda esquerdista radical tem bigode, nem toda direitista conservadora é contra o sexo. Nada disso! Muitas delas gostam e muito, ao contrário do que teoricamente se espera de uma conservadora.

Aliás, quem não gosta?

E, contradição por contradição, se a comunista anti-americana e anti-corporativa pode fumar Marlboro, porque a conservadora não pode aprontar das suas? Este é um mundo livre.

A conservadora, obviamente, odeia toda a esquerda, bem como os progressistas em geral. Concorde com ela, mas TENTE O TEMPO TODO AFASTAR O ASSUNTO DA POLÍTICA.

Isso porque, enquanto o tema estiver em comento, ela será uma tenaz defensora da tradição, da família e, claro, da propriedade. Mude o tema para música ou algo assim, que ela misteriosamente se tornará menos radical. E as coisas ficam mais fáceis.

LISTA DE FINGIDORAS DE ORGASMO

O poeta pode até ser um fingidor, mas quem finge mesmo é a mulherada. Elas acham que são espertas por simular orgasmo, e nós somos os ‘burros’ que gozamos de verdade. Não é preciso ser um gênio para ver qual dos dois, nessa história, é o trouxa.

Mas vamos em frente.

Claro que nem todas as mulheres fingem orgasmo. Algumas gozam para valer. Mas, ainda assim, há milhares e milhares que gostam de dar a famosa ‘fingidinha’.

Uns (e principalmente ‘umas’) podem pensar que é ‘culpa’ dos homens, mas não é bem assim. Parece que, na verdade, estão todas elas retidas na fase anal e/ou passaram por algum trauma, ou então é pura e simples falta de masturbação. Vai saber.

Muitas mulheres também não conseguem fazer cocô direito - deve haver uma gigante intersecção de conjuntos entre essas e as que não gozam. E, quanto às que não fazem o totozinho direito, nem sempre podemos culpar suas dietas

Assim como nem sempre uma boa dieta faz a mulher usar o banheiro com regularidade desejável, um homem ‘bom de cama’ não fará uma mulher gozar, caso ela tenha algum tipo de trauma ou bloqueio.

Ah! Deixemos de frege e abandonemos as delongas! Segue uma pequena lista das fingidoras de orgasmo, cada qual com suas características mais marcantes.

A Escandalosa
É a mais famosa. Grita, berra, urra… Ela definitivamente não tem grandes compromissos com a noção. Por mais que tudo pareça exagerado, por mais que se torne uma caricatura evidente, ela ainda assim estoura a garganta na cama, com direito a algumas clássicas frases-feitas. E tem panaca que acredita.

A Quietinha
Ela é esperta, ‘pero no mucho’. Em vez de gritar como a Escandalosa, prefere ficar mais na miúda (ou seja, é esperta). Mas é um ‘na miúda’ MUITO NA MIÚDA. E isso provoca desconfiança na rapaziada. Ao exagerar na discrição, ela faz valer o ‘pero no mucho’ da primeira frase deste tópico.

A Mentirosa Parcial
Ela até goza uma vez, mas mente na segunda (ou na terceira, ou na segunda E na terceira etc). E por quê? Ora, para fingir que está gozando junto com o parceiro. Na primeira gozada, só ela que teve orgasmo. Poucos minutos depois, é a hora do cara, e ela - demonstrando profunda solidariedade - dá uns gritinhos mais agudos, e parte para o fingimento puro e simples. Funciona que é uma beleza!

A Rainha do Sincronismo
É parecida com a anterior, mas neste caso não chega a haver o primeiro orgasmo. A tal Rainha, curiosamente, SEMPRE GOZA JUNTO COM O CARA. Ela começa a ouvir os gemidos do camarada e trata de caprichar também nos seus grunhidinhos. Ele grita, ela grita; um goza daqui, outra ‘goza’ de lá. E maravilha: perfeito sincronismo. Seria lindo, se não fosse mentira.

A Misteriosa
O cara goza, e aparentemente a mulher não gozou. Em alguns casos, o camarada pergunta. Mas ela, contrariando todas as evidências, diz que gozou, sim. Não fez barulho, nem mesmo alterou a respiração de forma significativa, mas afirma que gozou. As mais caras-de-pau chegam a perguntar se ele não reparou mesmo. E o quase sempre acaba acreditando; muitas vezes por prepotência.

A Explicativa
Seu orgasmo não é espalhafatoso, pois se trata (supostamente) de uma excelente fingidora. O problema é que ela põe tudo a perder quando começa a ‘explicar’ sua gozada. No meio daquela conversinha inútil pós-foda, ela resolve esmiuçar a natureza do choquinho, como é que faz o tremelique aqui e ali, e acaba entregando a rapadura com tanta explicação. Deveria ter ficado quieta.

A Realmente Performática
Essa faz a Escandalosa parecer o João Gilberto com amigdalite. A ‘Realmente Performática’ passa de todos - todos! - os limites. Ela não somente emite ruídos, mas arranha, pula, sai correndo, planta bananeira, imita o Michael Jackson, faz malabarismos com prato de porcelana, entre outras coisas. E tudo é em nome de sua arte: a arte de fingir. Para acreditar numa dessa, é preciso ser não somente um panaca, mas sim um idiota completo.

EXPLICAÇÕES MANJADAS DAS MOÇAS ‘COM PERSONALIDADE’

Algumas moças acham que têm ‘personalidade’, mas quase todas fazem parte de um grupo e, desse modo, agem e pensam como todas as demais integrantes dessa categoria.

Muita gente simplesmente faz a bagunça e pronto. Mas as “de personalidade” não sabe fazer nada - NADA! - sem dar suas justificativas manjadas.

Desta feita, fiz uma lista das explicações manjadíssimas que elas dão na hora do sexo. Vejamos:

A Rebelde Política
Como sói, ela é de esquerda; não raro, de extrema esquerda. Claro que não é comunista na prática, pois adora fazer umas comprinhas e até se emociona com alguns filmes de Hollywood. Mas, para ‘uso externo’, é uma empedernida socialista.

Argumento Para Justificar a Putaria:
Eu gosto de um furdunço desenfreado porque contraria o imperalismo ianque, desafia a sociedade de consumo e é uma forma de resistir à grande ditadura das corporações, que impõe o modelo familiar fundado no capitalismo.

A Anarquista
Ela é muito parecida com a anterior, mas não necessariamente filiada ao P-SOL. O que ela quer é contrariar o sistema, e claro que não faz a menor idéia do que seja o sistema. Ela é uma versão “feminina-teen” do ‘Hay Gobierno, Soy Contra”.

Argumento Para Justificar a Putaria:
Eu gosto de um pega-pra-capar nervoso porque toda forma de comando e organização contraria os direitos de liberdade, inclusive o de ir-e-vir; e não aprecio trocadilhos jocosos quanto a esta garantia constitucional.

A do Teatro
Nós, os cafajestes, apreciamos sobremodo as moçoilas do teatro. Elas quase nunca falam coisa com coisa, mas são sempre chegadas a um bafafá caprichado. Para nós, é isso que importa, em que pese os papinhos difíceis de engolir e as performances que dão nos nervos.

Argumento Para Justificar a Putaria:
Eu gosto de uma sabugada coletiva porque o mundo é feito de interação, contato, toque, tato e prazer. Não há nada que substitua a volúpia e a libido, no que diz respeito ao conhecimento de si próprio e também no sentido de se criar subsídios para toda forma de inspiração artística.

A Roqueira
Claro que não dá para encarar as roqueiras realmente engajadas, pois elas nem mesmo tomam banho. Mas as ‘falsas roqueirinhas’ podem ser moças lindas, que fazem o possível e o impossível para mostrar que fazem parte da tribo. A fase ideal para o abate é enquanto elas ainda tomam banhos diários; depois disso, não há como enfrentar.

Argumento Para Justificar a Putaria:
Eu gosto de um reco-reco intenso porque eu quero mais é que o mundo se foda e as pessoas vão pro inferno. Ninguém tem nada a ver com a minha vida e eu não devo satisfações pra ninguém. Foda-se o mundo e pau no cu do universo.

A Caloura da Faculdade
Tem que ser caloura! Em geral, as de quarto ou quinto ano já são maduras e não estão mais deslumbradas com a universidade. As calourinhas, ao contrário, participam de todo tipo de festinha, desde que isso implique numa afirmação de seu novo ’status’ e/ou refute toda e qualquer evidência de que, meses antes, eram colegiais.

Argumento Para Justificar a Putaria:
Agora, não sou mais menina, não sou mais bobinha. Eu faço o que eu quero e nem tenho hora pra chegar em casa. Muitas amigas minhas ainda são meio tontas e não entendem, mas eu não consigo ser infantil como elas. Eu já cresci.

A Acadêmica
Ela é intelectual, estuda e é uma teórica de mão cheia. Mas, como boa mortal e filha de Deus (embora atéia), ela gosta muito de pintar o sete. E apesar de ser uma estudiosa e de ter incrível brilho intelectual, também se justifica por meio de frases-feitas.

Argumento Para Justificar a Putaria:
Eu gosto de enfurnar o robalo indiscriminadamente porque a monogamia contradiz toda a natureza humana. Além disso, o prazer físico não pode ser limitado por imposições morais ou outra forma de se coibir os impulsos primitivos.

A Coroa Que Não se Acha Coroa
Ela já tem seus 40, 50 e lá vai fumaça (e bota ‘fumaça’ nisso), mas não se considera coroa. Ao contrário do que dizem os pés-de-galinha e berram os cabelos brancos, ela se acha uma menina. A explicação acompanha essa toada.

Argumento Para Justificar a Putaria:
Eu gosto de roçar a taturana em demasia porque sou extremamente jovem e atlética. E eu conheço muito mais coisas do que essas menininhas inexperientes, que não sabem como agradar realmente um homem. Aliás, é preciso ser muito ‘homem’ para sair comigo, pois eu exijo muito.

DUAS DICAS PARA PAGAR MENOS NO MOTEL

Como sabemos, motel é o homem que paga. Não adianta chorar: nós que pagamos e fim de papo! Em ocasiões (bem) excepcionais, as mulheres arcam com a dolorosa. Mas, pela regra, o gasto é masculino.

É por isso que devemos saber gerenciar essa conta. A dica que passo é muito fácil de ser seguida, e ainda por cima servirá para dar uma apimentada na brincadeira.

Passo, a seguir, duas dicas (bem distintas):

Papo Assustador
Assim, como quem não quer nada, traga à baila os casos de candidíase provocados em piscinas e banheiras de motel. Faça alguma piadinha do tipo “ninguém sai da piscina do motel pra gozar, eu acho nojento”.

Use a criatividade, explore bem o assunto. Isso é o bastante para a garota abraçar sua causa e obviamente refutar totalmente a hipótese de usar banheira ou piscina.

Assim, quando chegar o momento de escolher a suíte, diga sem medo:

"QUERO A MELHOR DE TODAS! SÓ NÃO QUERO NADA QUE TENHA BANHEIRA OU PISCINA!"

Pronto! Você imediatamente se livrou das mais caras e sem passar vergonha ou parecer hesitante. Mulher gosta de ser valorizada, e com essa técnica você mata dois coelhos com uma cajadada só.

A leitora mais sofisticada vai dizer "ah, que ridículo… qualquer garota melhorzinha acharia essa frase horrível".

Ok, ok… Mas sejam honestas: isso não é melhor do que a situação vexatória do camarada que hesita na portaria do motel, e acaba por escolher uma suíte 'intermediária'? Melhor um cafajeste desbocado do que um 'carinha legal' que escolhe uma suíte 'nível médio'.

Aliás, falando mais do ATO do que dos procedimentos preparatórios, o cafajeste é sempre a melhor pedida. E vocês sabem bem disso.


Fetiche da Venda nos Olhos
Simples: vende os olhos da garota. É isso aí! Olhos vendados! As mulheres gostam desse tipo de aventura! Coloque uma venda nos olhos da moça e siga ao motel num clima de “emoções fortes” (mas trate de pedir antes o documento, ok? Poupe-se de vexames).

Lá chegando, como ela estará com os olhos vendados, você não precisa dar aquele “migué” de não escolher a suíte mais cara, nem a mais barata, arcando com os custos às vezes elevados das “suítes intermediárias”.

Em seu favor, além da cegueira da acompanhante, você também tem a nomenclatura das suítes. Ou é nome de pedra, ou de planta, ou de cidade etc. Há, quando muito, uma “graduação” das coisas, mas você não precisa falar o nome de cada uma, basta apenas dizer a que quer.

Em vez de falar “não quero a ‘Diamante’, me dê a ‘Topázio’”, diga apenas “quero a ‘Topázio’”. O mesmo vale para outros tipos. APENAS PRONUNCIE O NOME DA SUA SUÍTE, NADA DE MENCIONAR ALGUMA OUTRA QUE PAREÇA MAIS OU MENOS SUPERIOR.

Quando o motel resolve ser menos criativo, a mais ruinzinha já se chama “luxo” (depois dela, vêm a “luxo super”, “luxo hiper”, “mega luxo” e “luxo pra diabo”). A garota ali, de olhos vendados, você enche o peito e diz: QUERO A LUXO!

Ela logo vai pensar “porra, o cara não está economizando comigo!” (mulher adora se sentir especial...).

Quando finalmente a incauta se livra da venda e abre os olhinhos, vê uma suíte como qualquer outra. Nem melhor, nem pior, porque é isso mesmo que acontece. A diferença de uma para outra, no que diz respeito à decoração, é bem pequena, quase nula. Ou seja: todas são cafonas e cometem os mesmos exageros decorativos.

Talvez ela sinta falta da hidro ou da sauna, ou de uma piscina ou algo do gênero, mas aí vai da competência do camarada fazer com que tudo isso se torne totalmente dispensável.

Na hora de pagar, já sem as vendas, ela provavelmente perceberá que não estava exatamente na “melhor suíte do estabelecimento”. Mas aí, meus amigos, o fato já estará mais do que consumado.

SOBRE O "JANTARZINHO PREPARATÓRIO"

Embora a modernidade tenha acabado com muitos entraves burocráticos, eliminando com isso várias firulas preambulares do sexo, parece que o tal “Jantarzinho Preparatório” não vai acabar tão cedo.

Trata-se de um ritual inescapável. Por mais objetiva que seja uma transa, é muito difícil não haver a refeição prévia. É aquela coisa de sempre: um jantarzinho, depois vinho ou algo assim, e então a fornicação ampla, geral e principalmente irrestrita.

A idéia do jantarzinho é em princípio boa, pois mostra que o casal, apesar de querer mesmo só dar uma sapecada, também sabe se comportar como gente grande e, antes do vamo-que-vamo, janta de forma civilizada.

Ok, ok, ok. Mas é ruim.

Digestão não combina com sexo. Esse negócio de ‘jantarzinho preparatório’ é a maior roubada. Dependendo do cardápio, inclusive, chega a ser ridículo.

Tem camarada que se entope na churrascaria e depois vai pro combate. Não dá. Começa a arrotar alcatra em cima da garota e queima geral o filme. Fica um puta cheiro de comida no meio da bagunça.

E pode acontecer de tudo: barriga roncar, soltar um traque (ou rojão), passar o famoso cheque ou até mesmo dar um revertério daqueles de ter que parar tudo com urgência.

Muitas garotas adoram comida japonesa, e os manés acabam dando uma passadinha no sushi só pra fazer média. O jantar, claro, vai às mil maravilhas. Só que esse tipo de comida costuma, em muita gente, ter um efeito devastador. E daí é aquela agonia, bem na hora de enfurnar o robalo.

Se o jantar for mesmo inevitável, o negócio é comer bem pouco. Mas bem pouco, mesmo. Só uma beliscadinha, nada além. Não custa nada evitar transtornos horríveis.

Por mais que pareça radical aos mais ‘conservadores’, o ideal é PRIMEIRO mandar brasa e DEPOIS jantar. Até porque, bem sabemos, o fastio pós-coito vem acompanhado de uma fome do cão.

Sei que a vida social exige uma série de etapas políticas e um sem-número de teatrinhos. Mas às vezes não custa nada seguir a lógica do nosso organismo.

"VIAGRA" É REMÉDIO

Quem toma viagra por farra, na boa, é burro. Muita gente precisa, é claro, e aí tem mais é que usar. Mas sou obrigado a condenar quem parte para o ‘azulzinho’ simplesmente para dar uma ‘reforçada’. É uma burrice sem tamanho, verdadeiro tiro no pé. Coisa de amador, eu diria.

Em primeiro lugar, as mulheres mais espertinhas conhecem de longe o camarada que tomou viagra. Entre outros efeitos físicos aparentes (e óbvios), o rosto do caboclo fica vermelhão. Quando chega com a cara vermelha, a mulher mais experiente já saca que a pílula foi ingerida.

E na cama, obviamente, fica mais do que evidente. O pau do cara não fica mole nem com decreto. Tá na cara que tomou viagra. E aí a ‘virtude’ se transforma em defeito.

Porque a mulher obviamente se ofende. Afinal, fica a impressão de que só mesmo tomando viagra para encará-la. Não adianta nada dar ‘vintinha’ numa noite, se a moça descobre que foi na base do remédio.

Tiro no pé, portanto.

Sei de uns malucos, acreditem, que tomam a pílula azul até mesmo para ir ao puteiro! Não basta ser trouxa e pagar a puta, ainda quer ‘impressioná-la’. Ridículo, né? Pau duro não impressiona puta. O que as deixa felizes, de verdade, é muita grana. Aliás, elas preferem o pau mole, porque assim trabalham menos.

E ‘tiro no pé’ se transforma em MÍSSIL NO PEITO quando o cara toma viagra, tem uma noite de luxúria digna de um astro pornô temperamental, e depois é obrigado a SEMPRE REPETIR A DOSE. Porque não adianta ser o Rocco Siffredi numa noite e o Danny de Vitto na outra, né? Assim que nasce o vício - seja psicológico ou ‘contextual’.

Roubada, rapaziada! Roubada! Se o time está ganhando, ainda que não seja aquela goleada, às vezes é bom deixar como está. Use outros acessórios, tente algumas alternativas, procure saber de novidades em vários outros campos.

Aprenda, acima de tudo, a fazer A MULHER GOZAR. Não adianta você dar ‘trinta’, se ela não dá nem mesmo uminha.

Os antigos cafajestes, já que não gostavam muito de mulher, simplesmente desprezavam o prazer feminino na cama. Nós, os Cafajestes Modernos, damos muito valor ao tesão da garota. Afinal, essa é a melhor forma de se repetir a dose.

Nós podemos até não ter muito caráter, mas pelo menos sabemos fazer as coisas direitinho.

REBOCANDO O CANHÃO PARA O AMIGO FATURAR UMA GATA

As mulheres competem o tempo todo. Uma quer apunhalar a outra pelas costas. Entre elas, impera a falsidade. Fingem amizade mas, na primeira oportunidade, roubam os homens das outras.

Os homens não são assim. Mesmo nós, cafajestes, sabemos valorizar a verdadeira amizade.

Para ajudar um amigo a se dar bem com uma gostosona, por exemplo, chegamos ao ponto de rebocar o mais desajeitado canhão de uma festa. E fazemos isso com orgulho, às vezes até com exibicionismo exacerbado, tudo para colaborar com o amigo.

Todos já devem ter passado por isso. A situação é bem famosa:

Lá pelas tantas, aquele amigo-de-fé finalmente consegue avanços com um tremenda gatinha. Mas ele avisa que a coisa tá feia. Isso porque a tal gostosa pode ir embora, caso a amiga não consiga ninguém.

A amiga, invariavelmente, é o cão saboreando fruta-do-conde. É a encarnação de todas as mazelas humanas e inumanas. A missão é para soldados treinados, para verdadeiros guerrilheiros com noções de sobrevivência na selva.

Mas ignoramos as grandes adversidades e tratamos de enfrentar o Coisa-Ruim. Sabemos bem que seremos motivo de chacota, mas isso pouco importa. Afinal, a amizade está em primeiro lugar.

As mulheres não fazem isso, salvo em algum caso muito raro (e ainda assim cobram a dívida na primeira oportunidade). Pela regra, se algum bonitão disputado ‘escolhe a outra’, elas morrem de raiva e não conseguem engolir a derrota (para elas, isso é uma derrota…).

Dizem que somos seres inferiores, não é? A propaganda do politicamente-correto alça as moças a um status de grande superioridade. Ridículo. A amizade, esse valor eterno cultivado por pessoas de espírito mais elevado, é simplesmente ignorada pelas mulheres.

O reboque do Tanque de Guerra é uma das provas objetivas de que nós, homens, somos evoluídos e colocamos a amizade acima de qualquer interesse individual.

COMO ACABAR UMA RELAÇÃO BOROCOXÔ - OU PELO MENOS CONSEGUIR UMA BAGUNCINHA DA BOA

É, meu amigo, a coisa não vai bem nesse semi-namorico? O casinho já está no bico do corvo? A relação está naquelas de “meio barro, meio tijolo”? Você está acomodado, mas queria mesmo era acabar com tudo (e escapar com vida)?

Tenho a solução: proponha um ménage.

Isso mesmo. Diga pra sua mocinha que quer um forrobodó com outra garota. Se ela sugerir outro homem, você faz jogo duro e diz que é “old school” no que tange ao ménage, de modo que só aceita o feminino (ela pode tanto fazer um discurso no estilo “Women’s Liberation Front”, como também se sentir valorizada pelo fato de você não ter ciúme).

Com a sugestão da bagunça a três, há dois resultados previsíveis: a) ela não vai topar e ficará putíssima, provavelmente terminando a relação; ou b) ela vai topar e você conseguirá finalmente realizar aquela fantasia que cultiva desde os 13 aninhos.

Simples, não? Pois é… Quem disse que a vida deve ser sempre complicada?

Claro que, quando ocorre a opção “b”, você apenas adiou o problema (de uma forma assaz aprazível, mas não deixa de ser procrastinação, ora pois!). Aproveite os doces instantes desse adiamento, e então, caso queira, você põe termo na relaçãozinha.

Ah! Isso não vale para namoro sério, ok? Porque aí vai rachar a laje! Só dá samba quando se trata de coisinha leve, sem compromisso mais sério. Se sua relação já está bem firme, com todos os nomes e rótulos a que se tem direito (e dever!), não adote esse tipo de tática.

O melhor a fazer é simplesmente ser homem, olhar nos olhos e jogar limpo.

Mas, se for aquele namorico-quase-nada, pode usar e abusar da tática. Se der certo, maravilha; se de ‘errado’, mais maravilha ainda!

A TÁTICA COVARDE DO “BEIJO DE TCHAU”

Existe uma prática extremamente covarde e repugnante, que merece ser repreendida: o ‘truque do beijo de tchau’. É coisa de homens fracos, que não sabem chegar direito numa mulher.

O subterfúgio é bem simples e manjado. Na hora de se despedir, ele dá o ‘bote’ e tenta roubar um beijo. E aí, se tudo correr bem, a coisa vai pra frente. Enfim, coisa de bundão.

Há casos ainda mais graves e tristes. Alguns caras, ainda mais covardes, nem mesmo para dar o ‘bote’ têm coragem. Então apenas chegam pertinho, para ver até onde a garota vai. É demais, né?

Homem que é homem olha no olho e chega direito, não fica com babaquice de ‘beijo de tchau’. Claro que não precisa ser um ogro, ‘chegar direito’ é apenas jogar limpo e fazer as coisas na hora certa.

Você é tímido? Acanhado? Certo, certo… Mas por que essa timidez desaparece na hora do ‘beijo de tchau’? Seja homem! Se você consegue dar um ‘bote’, trate de arrumar forças para olhar nos olhos da garota e falar claramente o que quer.

Não é para chegar feito um ogro, nem para tirar todo o gostoso mistério do papo. Nada disso. Mas também não precisa dar ‘migué’ a noite toda, para tentar usar o velho truque bem na hora de se despedir.

Sim, eu sei, o ‘bote’ costuma dar certo. Mas é uma tática de covardes. E a garota sabe muito bem que é coisa de covarde. Você ganha o beijo, mas perde muitos pontos. E esses pontos, acredite, são preciosos.

E não adianta esperar um “Manual” ou coisa do tipo, pois não há como ensinar esse tipo de coisa. É ridículo dar ‘dicas’ para algo totalmente instintivo.

Basta apenas saber que o ‘beijo de tchau’ é roubada, e usar seus próprios instintos para ‘chegar’ feito homem.

E se você acha impossível, então melhor desistir desse negócio. Ou então passar o resto da vida ganhando mulher na base do ‘beijinho de tchau’. Parece fácil ganhar assim, mas é bem mais fácil perder.

AS MULHERES DA HORA DO APERTO

Acredita-se no mito de que os cafajestes dividem as mulheres em dois grupos: as pra comer e as pra namorar. Bulxíti! São vários grupos. Os cafajestes temos péssimo caráter, mas não somos assim tão simplórios.

Há muitos grupos, várias categorias, ordens, classes, castas, divisões de base etc. Chega a quase perder a graça. Quase. Mas é claro que não perde.

Uma dessas categorias é a “Mina da Hora do Aperto”(*). Não é a popular “garota para comer”. Bobagem pensar assim, e até de certa forma uma falta de respeito com a nobre classe das 'só pra comer’.

Aquelas que são destinadas exclusivamente para o abate têm graça, vigor, beleza, encanto e um sem número de atrativos louváveis. Elas não são como as ‘do aperto’.

Não, não.

As “MDHDA” são para causas urgentes. São as Santas Expeditas da secura do cafa. São quase como uma punheta terceirizada. São a fornicada-delivery.

Não sou moralista, nem contra o sexo eventual. Sou francamente favorável à putaria indiscriminada, ao famoso ‘ninguém é de ninguém’, mas sempre com a ressalva de que não tolero viadagem pro meu lado.

O problema das “MDHDA” não é o fato de que gostam de um salseiro. Todo mundo gosta! Dureza mesmo é a má-qualidade dos serviços prestados (ou por imperícia das prestadoras, ou pela quase nenhuma beleza física).

E então vocês perguntam: por que vão atrás? E nós respondemos: porque sim. Aperto é aperto. Vocês têm hábitos e manias que tentamos entender (mas não entendemos). Essa é uma mania nossa. Tratem de respeitar.

É como comer no McDonald’s. Sabemos que não faz bem, sabemos que não vai ser legal, e o arrependimento bate quase que instantaneamente. Mas mesmo assim comemos, pois na hora dá vontade e é legalzinho.

Agora, sinceramente, irrita muito aquele negócio de ‘ficar abraçadinho’. Nada mais constrangedor e falso do que os abracinhos pós-foda com as “MDHDA”. Algumas ainda tentam dar uma ‘namoradinha’ na cama… Não é fácil.

O ponto alto da ira é quando começam com aqueles carinhos no carro, na carona da volta. Tenta dar a mãozinha, fica enchendo a paciência, rola um cafunezinho e às vezes algumas perguntas bobas ou a brilhante e genial observação de que ‘estamos diferentes’. Jura? Que capacidade de percepção!

Há casos de cafas que não agüentaram a pressão e simplesmente pularam do carro. Com ele em movimento.

E não me chamem de machista, pois as próprias mulheres são as maiores adversárias dessa categoria feminina.

Elas são suas inimigas, não é mesmo? Vocês fazem joguinho duro, dão um certo mistério, investem em um romance, para no meio dessa conquista aparecer uma ‘mina da hora do aperto’ e acabar com a secura do seu alvo.

Nós, cafajestes, gostamos muito dessas garotas. Não, claro que jamais teremos nada com elas. Se não temos com as ’só para comer’, que são bacanas e sabem conversar coisas legais, porque teríamos com essas daí? Claro que jamais haverá qualquer coisa séria.

Mas gostamos delas, sim. Admiramos a leveza, o desprendimento, a celeridade, a ligeireza e a permanente disposição. Só não gostamos de chamego logo depois. Isso não.

Dá uma ressaca braba, mas depois de uma semana tudo volta ao normal.


(*) - Para simplificar, “MDHDA”.

CARONAS DISTANTES

A sabedoria popular diz que a ‘mulher perfeita’, após a foda, se transforma numa pizza. Desse modo, livramo-nos da obrigação da carona e ainda por cima ganhamos um acepipe para matar aquela ‘lariquinha pós-coito’.

Mas essa figura mítica, esse híbrido de Angelina Jolie com Margheritta, obviamente não existe. E a rapadura, que nem é tão doce assim, mostra-se extremamente dura para nós, os homens que dão carona.

Ah, mas é difícil…

Tudo começa na hora da conversa-mole. Falamos um monte de mentira, prometemos mundos e fundos, e no pacote obviamente entra a carona. Tudo porque nossa ‘presa’ veio de carona com alguma amiga baranga-motorista, e o canhão obviamente não arrumou quem lhe rebocasse.

Então prometemos a carona. E é aí que nasce a grande roubada da noite. É nesse exato momento que assumimos o compromisso do qual nos arrependeremos amargamente poucas horas depois.

Algumas garotas têm a triste capacidade de morar extremamente longe. Parece que quanto pior a transa, mais longe ela mora, justamente para comprovar aquela história de que desgraça pouca é bobagem. A foda não foi boa? Pois prepare-se para fazer uma odisséia até a Ponte Rasa.

E são vários os ‘destinos tradicionais’ das mocinhas que moram na residência do Sr. Chapéu. Além da mencionada (e longínqua) Ponte Rasa, há também regiões charmosas e próximos como: Carapicuíba, Osasco, Granja Viana, Mandaqui, Itapecerica da Serra, Alphaville, Campo Limpo…

Por essas e outras, é recomendável levar o passaporte para a balada. E também um dinheirinho para o pedágio. Só para garantir. Nunca se sabe o quanto vai ser preciso viajar na tal ‘carona da volta’.

Outra coisa que irrita muito é quando a garota mente sobre o bairro. Tudo bem, nós somos mentirosos e soltamos também uma porção de lorotas. Mas tudo tem limite. Dizer que quer algo sério para dar uma azeitada é uma coisa, mas falar que mora num bairro perto pra não ser chamada de silvícola é uma pisada forte no tomate.

Certa vez, uma garota disse que morava ‘perto do Morumbi’, citando a Giovanni Gronchi como referência. Achei razoável. Mas, claro, era mentira. O Morumbi era a metade do caminho. Lá, como ocorre nas longas viagens, seria o lugar para tomar um lanche, pois a jornada continuaria até as entranhas de Itapecerica da Serra.

É triste passar por isso, né?

Tudo começa na balada, aquela empolgação. Ela disse que vai perder a carona, e aí a gente fala que leva numa boa. Nessa hora, dá uma pontadinha na clavícula, mas tudo bem, tudo bem, vai valer a pena.

Então vem o trololó e a obrigação da carona. E assim vamos… Anda, anda, anda… Você olha pra garota, ela faz cara de sonsa, como se fosse normal morar fora dos limites do continente… E anda, anda, anda.. Ah, mas como anda.. Anda mais um pouco…

E ela diz “tá quase”, mas é claro que é mentira. Não tá nem perto, é a metade do caminho. O asfalto dá vez à terra, as casas dão vez às árvores e assim por diante. Até que ela diz “chegamos”.

Parece que o pior já foi, mas é agora, exatamente agora, que começa o maior problema: lembrar o caminho da volta. Porque não basta morar longe, ainda por cima mora no meio de uma porção de quebradas.

Camaradinhas, a experiência é única. Bom, não tão ‘única’ assim, porque todos passamos por esse tipo de enrosco várias vezes na vida, né? Mas, enfim, é uma tremenda dor-de-cabeça.

E a ciência, que tanto avança e muito nos surpreende, fica nos devendo a mulher-pizza.

O LENDÁRIO "DESESPERO PRAIANO"

Meus amigos, o que falarei agora é de extrema importância. É uma das situações mais desesperadoras da vida de um cafajeste. Porque, vocês sabem, não é fácil ser mau-caráter.

Esse drama, o da praia, é mais ou menos parecido com aquele da carona. A gente promete e depois não quer cumprir. O pior de tudo é que na hora da promessa parece que realmente vai ser legal. Mas o jogo vira, e tudo fica bem chato.

A enrascada com aquela conversa das mais fiadas: convidamos a incauta para um final de semana na praia, ela topa e tudo parece perfeito. Estamos realmente empolgados, e de fato acreditamos que será um final de semana repleto do mais acentuado forrobodó.

A ‘ida’ é uma maravilha. Pegação daqui e dali, uns gracejos já no carro… O casal chega soltando fogo pelas ventas e vai correndo para o quarto - ou ficam até mesmo na sala. Parece que o final de semana vai ser mesmo pura luxúria.

Uh…

Logo depois da primeira gozada, bate aquele arrependimento. Mas, caralho!, ainda é sexta-feira à noite! Tem o sábado todo e até o domingo! E agora? O que fazer? Como despachar essa mina? Como dar um jeito de acabar logo com o final de semana?

É esse, enfim, o DESESPERO PRAIANO. Começam a surgir desculpas esfarrapadas, acidentes, infortúnios, todo tipo de desgraça repentina. Vale qualquer negócio para sair logo da praia.

A volta, que seria no domingo, é primeiro antecipada para sábado à noite. Depois, para sábado à tarde. Em alguns casos, como sabemos, o casal volta sábado pela manhã. Ou até mesmo na própria sexta feira.

Claro que também dá zica. E não dá para adiantar a volta. Aí é que tudo se torna bem desesperador. O tesão dá vez ao desprezo, aquele fogo todo se transforma em pura beligerância. A pegação se transforma em guerrinha de nervos, alfinetadas gratuitas. É evidente que o casal não tem mais sintonia alguma (nunca teve, né?).

Esse desespero é dos maiores. É uma sensação inexplicável, uma força muito intensa, impossível de ser controlada, empurrando o camarada para longe da garota. Depois dessa experiência trágica, o certo seria aprender a lição e JAMAIS convidar outra garota para um final de semana, já que a ‘graça’ acaba logo na sexta.

Mas somos criaturas sem lógica e repetimos o mesmo erro infinitamente

COISAS CAFONAS DE MOTEL

Ao contrário do que se imagina, não sou cafona. Como os cafajestes de antigamente eram muito bregas, algumas pessoas acham que nós, ‘cafas modernos’, também também adotamos o estilo ‘Didi Mocó Pegador’. Mas isso não é verdade.

Nós temos, sem dúvida, um péssimo caráter no que diz respeito aos relacionamentos sexuais/afetivos. Mas não somos necessariamente cafonas! Sei que alguns realmente passam dos limites. Uma pena.

Mas falo por mim, e garanto que não sou. Então pronto.

Desta feita, sinto-me habilitado para falar das cafonices que encontro nos motéis. Como todos devem supor, minha vida sexual é agitada a valer, de modo que preciso vez por outra recorrer a hospedarias de alta rotatividade para mandar brasa.

Nessas (muitas, inúmeras, milhares) idas-e-vindas, pude reparar em vários itens que lamentavelmente se repetem.

Decoração
Deve haver alguma misteriosa e inacreditável regra que obriga os motéis a ter sempre uma decoração triste e lamentável. É extremamente difícil encontrar um que seja pelo menos razoável. Quase sempre as camas têm entalhes sofríveis, as paredes são deprimentes, as cortinas são intoleráveis e assim por diante.

Luzes
Isso é de lascar. A ridiculice começa com os interruptores, que invariavelmente ficam todos num ‘console’, na cabeceira da cama. Esse é só o início, pois o grande problema é a ‘variedade de cores’. Não sei por que cargas d’água alguém inventou que os hóspedes de um motel procuram luzes vermelhas, azuis, roxas ou verdes.

Acessórios Inúteis
Há vários exemplos, como por exemplo o ‘teto solar’. Sei de gente que o abriu para dar uma fornicada ’sob a luz do luar’, mas acabou tendo que fechá-lo às pressas depois que começou a chover. Mas há outros cacarecos sofríveis em alguns motéis, como toboágua, fliperama, pista de dança, entre outras coisas absolutamente dispensáveis.

Banheiras, Piscinas, Saunas
O problema das banheiras, a meu ver, está principalmente na (péssima) conservação ou então nas cores. Já tive o azar de ver uma banheira de cor ‘vinho’. Há, no mercado, banheiras de todas as cores, mas o dono do motel optou pelo tom ‘bordô’.

As piscinas são tristes pelo fato de que são sujas. Ou alguém aqui acha que alguém sai da água para gozar? Pois é… Aí não dá, né? E as saunas são deploráveis pelo simples fato de que são praticamente inúteis. Só quem quer ‘aproveitar todas as regalias’ é que usa a sauna. Essa, aliás, é a filosofia clássica da cafonice. Na boa.

Sabonetes, Xampus, Escovas de Dente
Simplesmente de amargar. Difícil pegar algo de boa qualidade, pois os motéis, via de regra, oferecem sabonetes e xampus baratíssimos. E as escovas são péssimas e ficam destruídas depois de uma única usada.

MAGRICELA NÃO É SEXY

A moda da anorexia foi inventada por quem não gosta de mulher. Nós, que apreciamos as fêmeas, obviamente não fomos consultados. As moças resolveram competir entre si para ver quem é a mais esquelética. E de quebra também ganham o título de mais baranga.

Não temos nada contra as magrinhas que são originalmente magrinhas, ou seja, a “magra saudável”. A garota malha, come pouco etc, enfim, tudo bem. É o físico dela.

Dureza é quando luta com todas as forças para ficar mais e mais esquelética, tudo para se enquadrar num padrão estético nitidamente inventado por quem não gosta de mulher.

Certo, certo, até agora não falei nenhuma novidade. Então vou explicar o porquê dessa magreza exacerbada não ser nada sexy. É simples e seguramente todos vão concordar.

Sexo é pecado, sexo é tentação, sexo é loucura. Uma magricela fabricada é resultado de dieta espartana e vida regradíssima. Seu corpo é uma prova de que ela não sucumbe a nenhuma tentação.

E não há sensualidade alguma nisso.

Corpo sexy é aquele que representa o pecado. Corpo de pecadora. Corpo de mulher que cai em qualquer tentação, que não tem medo de viver a vida, que não liga para qualquer padrão.

Isso sim é sexy e sensual. Não a disciplina espartana daquela que come duas folhas de rúcula por dia. É por isso que essas anoréxicas e/ou bulímicas não despertam a libido de ninguém.

Nós, homens, gostamos de mulheres fartas não porque somos porcos, vulgares ou algo assim. Gostamos porque sabemos o que é bom. Gostamos porque não há nada mais sexy do que o pecado.

Enquanto isso, algumas pobres coitadas continuam caindo no conto-do-vigário do corpo esquelético. As mais espertas ganham com isso, pois são modelos. Mas muitas são idiotas de graça.

LUGAR PÚBLICO: A TARA DE QUEM NUNCA FEZ

Como todos sabem, sou um realizador de fantasias sexuais. Já participei de todo tipo de bagunça, sempre em nome da farra irrestrita. Assim, posso falar numa boa sobre os mais manjados desejos femininos.

Com exceção daquelas que têm coragem de assumir o desejo de transar com dois caras, o resto do mulherio vive repetindo clichês idiotas, como transar no mar, na praia, numa gôndola em Veneza ou em qualquer outro lugar público.

Já fiz tudo isso e digo: sempre foi uma bosta. Não repetirei a dose. Explico os porquês:

No Mar
Muitas mulheres acham que é o máximo, mas é uma porcaria. Se você nunca fez, então faça. Mas logo descobrirá que é uma tremenda bosta. A água salgada trata de bagunçar o coreto da lubrificação feminina. E assim tudo fica mais difícil.

Sem contar alguns outros contratempos, como o fato de que, à noite, a água tende a esfriar rapidamente. Ou seja, em algumas horas, estará um frio da porra. Ah, ‘ele’ não demora tanto? Nesse caso talvez seja melhor trocar de parceiro. Vai por mim.

Na Praia
Parece bacana, até começar o ‘ventinho amaldiçoado’. Essa brisa desgraçada carrega consigo partículas de areia, prejudicando sobremaneira o contato entre os corpos. Acho que vocês me entendem, não é? Roubadaça.

Gôndola em Veneza
Só quem nunca esteve em Veneza desconhece o cheiro horripilante daqueles canais. Além desse contratempo nada desprezível, há a presença pouco erótica do moço que conduz a embarcação. Além de inviável, é cafona.

Lugares Públicos em Geral
Talvez por exibicionismo, ou aquela história da adrenalina etc, boa parte da mulherada adora esse negócio de ‘lugar público’. Nos dias de hoje, porém, isso é uma tremenda enrascada.

E não falo isso pelo ‘risco de um flagrante’, até porque esse tipo de problema está dentro do objetivo da tara. Nada a ver. O grande enguiço, atualmente, é a segurança pública.

O casalzinho dá uma de malandróvski e resolve fornicar dentro do carro. Maravilha! Isso até aparecer uns malacos e rolar o temível seqüestro relâmpago. Todos sabemos que isso não é exagero ou paranóia.
Mas é isso aí. Se você nunca fez nada assim, tem mais é que fazer. Fantasia sexual é isso mesmo: parece fantástico na hora de imaginar, mas é bem normalzinho quando realizamos.

MEDIDAS PRÁTICAS PARA ACABAR COM O MAU-CHEIRO DA PERIQUITA

Há vários tipos de fedor. Em ordem crescente de dureza, temos:

- kani kama com validade vencida;
- manjubinha esquecida na geladeira;
- sardela quente;
- queijo com arenque da semana passada;
- palmilha de carteiro com polvo cozinhando; e
- mendigo moído com camarão sete-barbas do ano passado.


É difícil! Quando bate aquela ‘brisinha’, vocês sabem, não há como recuperar o clima. Já era! Um abraço! É por isso que ensino algumas técnicas. Aprendam:

Duchinha de Pinho Sol
Basta comprar uma duchinha, à venda em farmácias e lojas de produtos sexuais, mas, em vez de água, usa-se Pinho Sol ou algum outro desinfetante. Com apenas 250 aplicações diárias já é possível diminuir o aroma intergalático de carpete embolorado.

Bidê com Diabo Verde
Num bidê tradicional, você pode optar por água quente ou fria. A idéia aqui é criar uma outra possibilidade, bastando acoplar um caninho que abasteça o danado com DIABO VERDE. Em caso de carniça, ligue com tudo!

"Halls" Preto
Se funciona com a boca, por que não tentar no bafo de baixo? Até tem aquele lance erótico, do halls esquentar/esfriar. É um bom método para tirar o mau-hálito xerecal. Quando a coisa começar a esquentar, peça pro rapagote colocar dez balinhas de uma vez. Ok, ele pode desconfiar… Mas jamais deixará de atender ao pedido, pois o interesse também é dele.

Listerine
Ideal para pompoaristas. É só colocar um pouco de Listerine no copo-medida e em seguida virar o copinho sobre a região que precisa de reparos aromáticos. Daí, manda a pompoarista plantar bananeira e, desse modo, dar início ao mais insólito gargarejo do mundo.

Naftalina de Banheiro/Creolina
Casos mais graves exigem medidas mais severas. Seguindo o princípio do Halls Preto, o negócio é colocar creolina ou naftalina, deixando lá por um tempo. Depois da quinta troca, já dá para chegar perto. Você perceberá que está fazendo efeito quando os fungos começarem a se desprender da região pubiana.


Gleid Sany
Sabe aquele negocinho genial que colocamos na paredinha do vaso sanitário? Aquele que, com a descarga, solta uma pequena dose de desinfetante aromático… Pois é! No tratamento, o negócio é colocar tal artefato internamente. Cada usadinha de bidê acionará o instrumento que, por sua vez, vai liberar uma pequena (ou não necessariamente pequena) dose de desinfetante. Nas opções “Lavanda”, “Almíscar” ou “Flores do Campo” (com um arominha de frieira ao fundo).

Cheirinho de Carro
Na maioria dos casos, o tal “fedozinho bucetal” só se descobre chegando bem perto. Às vezes, é preciso dar aquela conferidinha com o dedo (que já salvou a pátria em várias ocasiões). Mas há casos em que nem bem se tira a calcinha da moça e a coisa complica. É aí que entra o “cheirinho de carro”. Obviamente, é um tratamento paralelo, a ser usado em conjunto com algum dos demais. Como nesses casos graves o cheiro extrapola a região, deve-se amarrar na coxa algum sachê, desses de carro. Medida simples que quebra um belo dum galho.

Calcinha de Amianto
É sabido que o amianto não faz bem. Mas creolina na mucosa vaginal também não faz bem. Aliás, nenhuma dica aqui é de coisa que faça bem. Dane-se a saúde, vamos cuidar primeiro do cheiro de gás metano com enxofre. Talvez uma calcinha de amianto ajude um pouco a amenizar o estrago e consiga resistir bravamente ao calor da bacurinha.

Banho e Tosa
Uma medida que vem sendo adotada por um número crescente de pessoas é o banho. Sim, banho: água, sabonete etc. Os ameríndios divulgaram ao mundo o banho diário, mas a moda não pegou assim com tanta força. Além do banho, a tosa também é recomendável, para quem não quer ficar com cheiro de vira-lata depois da chuvinha vespertina.

LINGERIES - MINHA LISTA DE "IN" E "OUT"

É claro que gosto de mulher com boas lingeries. Essa idéia de que cafajeste não gosta de mulher maquiada, arrumada, limpinha e mesmo com lindas lingeries é coisa do passado.

O antigo cafa, como sabemos, era misógino. Não gostava de mulher. Nós, os cafajestes modernos, adoramos. E adoramos todas essas coisas que tornam as mulheres mais e mais bonitas.

Mas é preciso fazer algumas ressalvas; há bolas foras que devem ser mencionadas, para evitar maiores embaraços.

Começo aqui não pelas ‘calcinhas de vó’, mas por algo ainda mais tétrico: o ‘falso fio-dental’. Isso mesmo. É aquela calcinha que não é exatamente enfiada, mas a garota trata de enfiar.

Sim, entendo que algumas peças ‘entram’ normalmente etc… O problema aqui é outro: a garota puxa e faz ficar ‘enfiadinha’, exatamente como faziam algumas cafonas em meados dos anos 80, quando saíam de casa com um biquíni normal, mas, longe da vista do papai, ele se tornava um fio-dental improvisado.

Se já era ridículo na década das coisas ridículas, imaginem agora. Se já era feio num biquíni, imagine numa calcinha. Então, por favor, nada de fazer isso.

Outra coisa extremamente irritante é a calcinha com recado. A revista Casseta Popular, nos tempos áureos, vendia cuecas e calcinhas com mensagens cômicas ou coisas assim. Era legalzinho, mas valia mais pela idéia do que pela ação.

Esse tipo de ‘underwear’, apesar de parecer legal, não é nada sexy. Ninguém gosta de recadinho, não é bacana, não faz o menor sentido e é um fator e tanto para deixar o caboclo ‘cabisbaixo’.

Ok, agora é a vez da ‘calcinha de vó’. Por inacreditável que possa parecer, até hoje há mulheres comprando esse tipo de calcinha; qual seja, a que tem a famigerada cor ‘creme’ e dimensões realmente hiperbólicas. É simplesmente horripilante.

E é bom falar também dos sutiãs. Esses que ‘aumentam’ ou ‘levantam’ o seio são simplesmente sofríveis. É um golpe baixo.

Da mesma forma que vocês odeiam quando nós, cafajestes, prometemos mundos e fundos sem cumprir com nada disso, nós também odiamos quando vamos para a cama com uma peituda e, na hora do ziriguidum descobrimos que era tudo mentira.

Mas é isso aí.

Os cafajestes de antigamente não ligavam para lingerie, principalmente porque não ligavam para mulheres. Nós, os modernos, damos muito valor a isso. Então, por favor, nada de vacilar nesse campo.

Quando é o caso, até ajudamos no empreendimento. Afinal, esse tipo de presente LITERALMENTE agrada mais quem presenteia do que quem ganha.

Falei muito do ‘out’, agora vou falar do ‘in’, e bem rapidamente: rendinhas, fio-dental, calcinhas de amarrar, espartilhos, meias 7/8 etc etc etc.

Ah! Bobagem falar uma por uma, né? Vocês sabem muito bem do que gostamos. Acho que, quando aparecem com alguma lingerie zoada, fazem isso de propósito. Só pode ser.

A PINGUÇA DA FACUL

Todo mundo sabe de quem se trata. Desde o começo do curso, ela toma aquela cervejinha com a rapaziada; praticamente todo dia. Ou melhor, aquelas cervejinhas - é bom ressaltar o plural, porque a bebedeira sempre vai longe.

No primeiro ano, ela é uma garota bonita, ainda uma menininha, com seus 18, 19 anos. No último ano, quando passou um pouco dos 20, parece é que tem 40 anos, de tão arrebentada.

Isso porque a ‘vida boêmia’ arrebenta de verdade. Ela envelhece qualquer uma, e claro que o tempo é cruel com a ‘pinguça da facul’. Enquanto todo mundo estudou por quatro ou cinco anos, parece que ela passou vinte longos aninhos na faculdade.

Essa auto-esculhambação é resultado da soma de uma dieta sofrível, cigarro, muita cachaça e poucas horas de sono. Não entro aqui no mérito da saúde, que também está toda fodida. Fico apenas com o aspecto físico, e digo: essa vida arregaça com a boca de qualquer balão.

Por isso, minhas amigas, caso estejam na idade correta para tomar essa decisão, não entrem na roubada de ser a ‘Pinguça da Facul’. Não falo isso por moralismo, até porque tenho poucos compromissos com a moral e praticamente nenhum com os bons costumes. O alerta é realmente camarada.

Eu sei que é tentador. Até um ano antes, você mal podia beber, os amigos eram todos infantis (como se a turma da faculdade fosse ‘madura’…), os compromissos eram outros etc etc etc.

Assim, sem uma fiscalização maior, e com essa delícia de coisa que é a liberdade, você cai na gandaia e perde as estribeiras alcoólicas e notívagas. Pra ‘ajudar’, descobre que é bem possível se formar na faculdade levando na ‘flauta’, sem grande empenho.

E ressalto que minha preocupação também não é acadêmica. Sinceramente, estou pouco me lixando se você estuda ou não. Eu me preocupo é com a ‘embaranguização’ de moças bonitas, justamente as pinguças da faculdade.

Não caia nessa arapuca. Se acha que estou exagerando, visite uma turma de formandos e pergunte quem são as pinguças. Olhe bem para elas. Dificilmente vocês vão querer ser assim - e olha que elas nem têm 25 anos.

POR QUE NÃO LIGAMOS NO DIA SEGUINTE?

Ora, ora! Vocês, mulheres, fazem essa pergunta como se houvesse alguma sombra de dúvida, ou como se isso realmente fosse um demérito masculino.

Vamos logar limpo: vocês sabem muito bem a resposta, apenas fogem da realidade e fingem desconhecê-la.

Nós não ligamos porque não queremos nada além de uma transa. É só isso. Simples assim. E os homens não podem ser ‘culpados’ por essa atitude, já que eles somente seguem a toada da relação.

E vocês sabem disso, sabem mesmo. Mas, em vez de reconhecer o próprio fracasso em ‘laçar’ o cara, preferem vociferar contra a ‘cafajestice’ de quem pintou e bordou durante a noite, mas no dia seguinte não fez uma mísera ligação telefônica.

Na hora da bagunça, vocês deram a entender que queriam mesmo só uma farra, que não queriam nada além de sexo livre e desembaraçado de ônus. Mas, no dia seguinte, bate o romantismo. E vocês esperam a tal ligação.

Como ela (obviamente) não vem, então a ‘culpa’ é do cara. Afinal, ele é um ‘cafajeste’ e deveria ter ligado.

Em tempo algum, nem por um segundo, vocês levantam publicamente a hipótese de que talvez seja ‘culpa’ de vocês, porque são incapazes de prender um homem por algo além de uma noite.

O tal do ‘cafajeste’ apenas faz o jogo que deveria ter feito, pois uma transa de uma noite é algo ‘de uma noite’. Possivelmente, ele ligará depois de uma semana, mas tão-somente para repetir a dose.

Ele é um vilão? Ele está errado? Sei não…

Qual foi exatamente o ‘contrato’ firmado quando vocês se conheceram? Ele prometeu mundos e fundos e depois fugiu? Ok, é um canalha. Mas ele simplesmente entrou no jogo de sedução? Então ele não tem culpa alguma.

O problema aí é o que eu chamo de “Mudança de Objeto no Curso do Contrato” ou, como dizem, o “Golpe do Namoro”. Muitas mulheres são especialistas nesse verdadeiro estelionato sexual.

Oferecem uma relação “X”, mas na verdade buscam um vínculo “Y”. E é claro que lá pelas tantas vai dar chabu. É como se o locador de um imóvel, no terceiro mês de locação, exigisse que o locatário COMPRASSE a propriedade. Não tem nada a ver, né?

Se vocês querem a relação “Y”, então deixem isso claro desde o começo. Não adianta oferecer o “X” para atrair, e de repente dar o ‘bote’. Porque isso sempre dá errado. Sempre.

E aí a culpa é nossa porque não ligamos no dia seguinte… Tenham dó!

COISAS QUE FAZEMOS A CONTRAGOSTO SÓ PARA GANHAR UMA MULHER

Um homem fala e faz qualquer coisa para comer uma mulher. Qualquer coisa. Nós aceitamos condições desfavoráveis e vexatórias, toleramos frio, fome, sede etc. Tudo para assinalar o tento.

Não sei porque somos assim, mas somos. É a vida.

Sobre as mentiras, muito se falou e se escreveu. Mas ainda não vi uma grande compilação de tudo que fazemos - a contragosto - só para galgar êxito na fornicação.

Fiz um apanhado geral de todos os micos que já paguei nessas circunstâncias, e também trouxe informações de meus camaradas lá do boteco do Seu Paranhos.

Poesia
Ou o homem gosta de poesia, ou gosta de mulher. Difícil - muito difícil - gostar dos dois. Mas por que tantos homens encantadores não só gostam, como também demonstram grande conhecimento poético? E como eles próprios ainda produzem excelentes versos?

Tudo isso para comer a mulherada. Chico Buarque é a prova viva inequívoca de que os homens chegam ao ponto de se tornar mestres da poesia, só para faturar o mulherio.

Bossa Nova
Segundo recente pesquisa realizada pelos intrépidos cientistas do DataEu, não há uma única pessoa que realmente goste de bossa nova. Isso mesmo: ninguém. Existem, no máximo, os que a ‘toleram’.

Mas, ignorando tal pesquisa e acreditando que algumas mulheres realmente gostem de tal ritmo, conclui-se que os homens, para conquistá-las, precisam fingir que também gostam.

Em casos extremos, chegam a pegar um violãozinho e arriscar uma cantoria na base da ‘voz mansinha’, só para dar realismo à personagem.

Artes em Geral
Falando bem a verdade, nós homens não gostamos dessas coisas artísticas. Quando fingimos interesse em algo, é porque queremos comer alguma mulher. Simples assim.

E isso inclui dança, artes plásticas, orquestras sinfônicas, teatro e outras manifestações que suportamos para conquistar aquelas moças cultas encantadoras. Muitas vezes, como no caso da poesia, chegamos ao ponto de pesquisar, demonstrar ‘conhecimento’, mas é trambique.

O máximo de que gostamos é cinema, música e - em casos raros - literatura. Tudo que passa disso é firula para pegar mulher.

Dançar
Homem, homem mesmo, não gosta de dançar. Dançamos, claro, para pegar mulher. É um estratagema que dá certo em várias espécies animais; são as chamadas ‘danças de acasalamento’. No mundo moderno também há disso.

Na época da faculdade, por exemplo, somos levados a aprender forró, simplesmente porque, sabendo dançar, metade do ‘approach’ já está garantido. E é assim que funciona.

Se o camarada quer dançar sozinho, sem se importar com as mulheres ao lado, aí a coisa muda um pouco de figura. Mas, em muitos casos, não deixa de ser também uma ‘dança de acasalamento’.

Na Locadora de Vídeo
Quando temos mau gosto, filmes de luta ou de ação; quando temos bom gosto, dramas ou suspenses; quando queremos impressionar, filmes europeus; quando queremos impressionar pra valer, filmes asiáticos ‘cult’.

E as comédias românticas? Ah, essas merecem um capítulo à parte. Em geral, são chatas; mas algumas até que são bacaninhas. De um jeito ou de outro, fazemos sempre o mesmo ‘teatrinho’: alugamos o “nosso” filme, e mulher aluga o “dela”.

O “nosso” é algum filme ‘blockbuster’, e o “dela” é uma comédia romântica. O script é esse, e é bom não mudar. Até porque o filme é algo de somenos importância.

Caso Especial: Cunhado x Cunhada
É mesmo engraçado o que fazemos em relação a cunhados e cunhadas. Nós, homens, repetimos um mesmo padrão que chega a ser ridículo. Mas nós somos mesmo ridículos, então não há como esperar algo diferente.

É o seguinte…

Odiamos o cunhado, não queremos papo nem conversa alguma, mas suportamos, toleramos, agüentamos, e até fingimos muita simpatia. Chegamos ao ponto - em alguns casos - de levá-lo para dar uma volta, ou então ir para um jogo de futebol.

Já a cunhadinha… Ah! Verdadeira figura mitológica, não é? Com ela, exageramos na seriedade, demonstramos um respeito que chega a espantar; mas, na verdade, o que queremos é muita graça. Nelson Rodrigues nos (e as) entendia muito bem.

Moral da história: não temos moral alguma. Somos de uma amoralidade absurda. É um pragmatismo que quase provoca uma crise de consciência. Mas aí, é só tomar uma ducha fria que passa.

COMO COZINHAR AS GAROTAS EM BANHO-MARIA

A seguir, relaciono algumas das táticas mais manjadas para se cozinhar uma garota em banho-maria. O que é isso? Simples: dar aquela enrolada eterna (ou quase eterna), fazendo com que ela acredite que um dia rolará algo sério.

Esse ‘algo sério’, evidentemente, nunca vai acontecer. Ela pensa que sim, você sabe que não. E cozinhar em banho-maria é nada menos do que prolongar ao máximo isso tudo. Seguem os métodos mais usuais:

"Minha Relação Está em Crise"
O camarada namora ou é casado, mas gosta de dar seus pulos. Ok… Até aí, não há muita novidade. O problema é que ele enche a ‘amante’ de esperança, fazendo com que ela permaneça consigo um tempão, sonhando com o dia em que a relação (que não está em crise coisa nenhuma) acabe. Manjadíssimo, isso.

"Minha Relação Acabou, Só Falta Oficializar"
É uma versão arrojada do exemplo anterior. Pode ser usado de uma vez, o que se recomenda em casos mais drásticos, mas em geral é uma evolução da outra desculpa. Depois de dizer por meses que o relacionamento está em crise (mas ao mesmo tempo ele continua), o jeito é falar que ‘acabou’, sim. Mas não foi ‘oficializado’. E isso garante outros meses de banho-maria.

"Não Quero Namorar, Mas Também Não Fecho Portas"
É uma mistura de covarde com malandro. Covarde, pois não tem coragem de assumir a própria safadeza. E malandro porque essa tática faz com que a garota acredite num relacionamento (ainda que, em princípio, ele diga que não queira). Uma garota mais prepotente logo se imagina como ‘a especial’, aquela que ‘abrirá as portas’. E é esse o clima psicológico que mantém o banho-maria por muito tempo.

"Você é Meu Verdadeiro Amor, as Outras é Que São Casinhos"
Isso acontece quando a embromação já dura anos. O caboclo namorou meia dúzia, mas nunca chegou a vez da ‘cozinhada’. Ela, claro, não acha nada legal essa situação. E então ele se sai com essa de que ela seria o “verdadeiro amor”, e usa como ‘prova’ o fato de que tantas outras já vieram e se foram, mas ela continua. Parece piada, mas isso nunca falha.

"Eu Tenho Medo de Você"
Mulheres gostam de se sentir especiais. E isso é possível até mesmo na hora de justificar um banho-maria. Uma das táticas mais recorrentes é a do “medo”. Ela diz que quer algo de verdade, ele diz que não consegue, pois teria ‘medo’ dela. Qual a origem desse temor? Ah, pode ser de tudo. Da beleza física à persoanalidade, ou ainda o ‘medo de amar e perder o controle’. Vale qualquer conversa-mole quando se trata de manter o cozimento eterno. E ela acredita (ou finge que acredita, ou conta para as amigas a desculpa, para não passar vergonha). Raramente falha.

O Falso “Só Quero Me Divertir, Estou Sendo Honesto”
Os homens de verdade, claro, falam a verdade. Mas é possível enganar e mentir, mesmo sendo ’sincero’. É quando o cara se aproveita de um contexto sentimental, tratando de ignorá-lo, e dá uma de ’sou assim mesmo, estou falando a verdade’, mais como uma ‘garantia contratual’. É o seguinte: a garota é apaixonada e ele sabe disso. Em vez de pular fora (em respeito ao sentimento dela), ele mantém o discurso do ‘não quero namorar, fique comigo por sua conta e risco’. Ela, apaixonada, obviamente ficará. E ele, por ter ‘dito a verdade’, lava as próprias mãos. Coisa de salafra.

COMO OS HOMENS SE COMPORTAM NO PUTEIRO?

Muitas mulheres fazem essa pergunta. Aliás, a grande maioria nem sabe como é um puteiro por dentro. Desse modo, em vez de falar da decoração ou do cheiro carregado de cigarro, prefiro tratar dos mais variados comportamentos masculinos.

Como na semana passada falei da hierarquia do mundo a prostituição, agora eu compenso e falo um pouco mal dos homens e, com isso, mantenho a atitude populista com relação às leitoras.

Sigamos em frente e vejamos os tipos mais manjados que encontramos no puteiro:

O Conquistador
Ele REALMENTE passa cantadas na garota de programa, mas não faz isso como parte de um teatro ou como forma de acentuar a diversão. Nada disso. Esse camarada tenta passar a imagem de ‘homem irresistível’ e, nesse caso, não basta apenas tomar um banho, passar perfume e se vestir bem só para ir ao puteiro. Além dessa produção toda, ele chega ao ponto de tomar viagra! E seu grande objetivo é conquistar a garota para depois ‘comer de graça’.

O Esbanjador
Esse é o grande pragmático. Como o negócio funciona na base da grana, ele deixa claro que tem muitas balas na agulha. Já chega pedindo garrafa de uísque, o que atrai uma verdadeira nuvem de ‘gafanhotas’ ao seu redor. Na hora de mandar brasa, muitas vezes chama duas ou três, e obviamente não consegue dar conta de nenhuma delas.

O Mão-de-Vaca
Ele pechincha, pechincha e pechincha. A mocinha fica aborrecida, é claro, e a ‘bagunça’ dá vez a um papo de feira-livre. Mas o ‘mão-de-vaca’ não está nem aí para dramas psicológicos, o que ele quer é gastar menos com a furunfada. Além de pechinchar, ele em geral abre mão da ‘consumação mínima’, usando-a como parte do valor do programa.

O Carente
Sim, ele existe. É triste, mas é verdade. O ‘carente’ vai ao puteiro para realmente suprir suas vontades, não só carnais, mas também sentimentais. Não vou fazer muitas piadas, pois realmente é um caso triste.

O Prepotente
Ele vai para um puteiro e consegue sexo mediante pagamento. Deveria ser algo tétrico, mas ele consegue se considerar ‘fodão’ mesmo nesse cenário. Sempre diz que a garota gostou dele. Arre! TODAS AS GAROTAS DE PROGRAMA elogiam seus clientes! Há os que têm noção da realidade, e os que acreditam - ele faz parte dessa segunda categoria. Na volta pra casa, no meio do papo divertido com os amigos, solta o famoso “ela gostou de mim! é sério!”. A turma cai na gargalhada, mas ele mesmo assim insiste que teve uma performance inesquecível para a garota de programa.

O Transformado
Esse daí é engraçado porque se ‘transforma’ de verdade quando vai ao puteiro. Ele é todo calmo e sério no dia-a-dia, mas, quando entra no recinto, transforma-se no maior maluco do planeta. Sem dúvida, todo mundo ’se solta’ um pouco por lá, mas esse daí exagera na dose. E tudo fica mais gritante em razão do contraste com seu comportamento normal.

O Catequizador
Seu hino, provavelmente, é o inesquecível sucesso “Eu Vou Tirar Você Desse Lugar”, de Odair José. Assim que começa a conversa com a garota, ele trata de dizer que ela ‘não merece’ estar ali, por isso fará o possível para ‘arrumar uma coisa melhor’. Em geral, faz o papelão quando está bêbado e, ao passar a ressaca, diz que não falou nada daquilo.

O Psicólogo
Ele se parece um pouco com o catequisador, principalmente na parte do ‘papo chato’. Mas, ao contrário do anterior, não diz que vai tirar ninguém de lugar algum. Apenas ouve. Ah, e como ouve! Ouve, ouve, ouve… E isso acontece porque ele deixa claro que não fará programa com garota alguma. As mais afoitas logo partem para clientes lucrativos, mas as tristinhas preferem chorar as pitangas consigo. Por isso, ele ouve.

PEQUENA LISTA DE MALANDRÓVSKIS CLÁSSICOS DO VERÃO

Existem os malandros, que são verdadeiros mestres, e os que chamo de “malandróvskis”. Estes últimos, cujo nome serve de homenagem a um célebre goleiro de programa infantil das antigas, não são exatamente ‘malandros’.

O que acontece no verão? Eles se reciclam, claro. E adotam táticas, visuais e até linguagens compatíveis. Preparei uma lista, talvez tardia, talvez óbvia, para melhor informar as incautas.

Afinal, eu sou o Mestre da Cafajestagem, mas não é por isso que vou deixar de dar um toque pras minhas amigas. Afinal, cafajeste que é cafajeste gosta mesmo é de mulher - e quebra o galho delas quando é o caso. Lá vai:

Bombado Tradicional
É a figura mais carimbada de todos os tempos e todos os verões. Todos os anos ele está lá, lépido e gracioso, atrás de toda sorte de enrosco com o mulherio. E as meninas, claro, adoram. Chega a ser uma honra conseguir faturá-lo. Em geral, como todos devem saber, esse tipo de camarada, depois de cinco ou seis verões (ou até menos), arruma uma namorada, ‘muda de vida’ e acaba até dando uma engordadinha.

NeoBombado
No verão anterior, ele era um sujeito relativamente insignificante. Neste, porém, ele se revela. É sua estréia como ‘galã da praia’, e o caboclo não deixa por menos. Passa o rodo geral. Quase sempre, acontece quando o “neobombadinho” faz seus 17/18 anos e começa a ganhar aspectos mais masculinos. Mas há também, claro, os mais velhos que se cuidaram o ano todo para fazer a festa no verão. E dá certo.

BadBoy Anti-Praiano
Ele não usa roupinhas de surfista, nem mesmo passeia muito na praia durante o dia. Faz a linha “anti-praiana”, mas ainda assim está lá, passando o verão. Sempre há umas e outras que se encantam pelo “beatnik litorâneo” e caem na lenga-lenga do camarada.

Carinha do Violão
Outro grande clássico, não é mesmo? O mundo gira, a lusitana roda, e sempre há um “carinha do violão” em toda e qualquer praia do Brasil. Durante o dia ele é quase que ‘mais um na multidão’. Quando começa uma fogueirinha, porém, ele se torna o astro. E quase todas babam pelo cara.

Caipira Cativante
Todo verão - todo! - surge um novo “carinha do interior”, que é ao mesmo tempo bonito e bacana. A mulherada cai de amores, e a rapaziada mais tradicional da praia começa a ter ciúme. Embora pareça meio bobinho e inocente, o tal “caipirinha sensação” faz a festa e fica com todas que consegue.

Integrante da Turma
Esse sujeito tem valores individuais e características próprias, é verdade, mas ele abre mão de tudo isso para ser tão-somente um “integrante da turma”. Não sai de casa sem a companhia da mesma meia-dúzia de marmanjos. As meninas morrem de amores por ele, mas odeiam a turminha chata. Ele, como sói, não abre mão dos amigos. Para ficar com ele, portanto, a mulherada faz o sacrifício de tolerar aquele monte de cara chato. Às vezes vale a pena, às vezes não.

Importante: Alguns malandróvskis, por óbvio, adotam um pouco de cada personalidade. Nesse caso, a atenção deve ser dobrada.

"NINGUÉM NUNCA RECLAMOU" É UMA JUSTIFICATIVA IDIOTA

Algumas mulheres soltam uma bobagem sem tamanho quando comentam a própria performance sexual. Em vez de dizer que são boas ou ruins, dizem apenas que “ninguém nunca reclamou”.

A frase é usada com certo grau de ironia, como se nela constasse alguma mensagem subliminar do tipo “sou boa para caralho” ou “eu sou fodona na cama” etc.

Ridículo.

Como é que alguém vai reclamar? Alguém aqui já soube de algum maluco que ‘reclamou’? Claro que não! Os homens são uns sujeitos filhos-da-puta, que elogiam até quando a garota não merece.

Chamam de linda, de gostosa, de bonita, dizem que a trepada foi o máximo e até inventam virtudes. Pois bem: é tudo mentira. Sim, tuuuuudo cascata. Somos mentirosos, mesmo. Incorrigíveis.

Em alguns casos, a mentira é tão evidente, que só mesmo uma garota muito burra (e prepotente) acredita. O cara vai, manda brasa, depois vira pro lado, muda de assunto e nem fala direito com a pobre-coitada. Muda da água para o vinho (ou melhor; do vinho para o vinagre).

Mas dali a dois, três dias - talvez uma semana -, ele volta todo pimpão e REPLETO DE ELOGIOS. As palavras enaltecedoras não combinam com as atitudes ‘evasivas’, mas mesmo assim vocês acreditam, pois são egocêntricas.

Funciona que é uma beleza, não é verdade?

Pois é… Então, dentro desse contexto de extrema falsidade masculina, com homens mentindo na maior cara-dura, alguém aqui acha que um homem ‘reclamaria’? Claro que não!!!

Por isso, quando vocês dizem que “ninguém nunca reclamou”, estão dizendo, na prática, que são uma porcaria na cama. Se quando recebem elogios, já é boa a chance de ser lorota, imagine quando nem eles aparecem...

DÚVIDAS FEMININAS, RESPOSTAS MASCULINAS

O questionário a seguir é mais ou menos famoso, circula anonimamente, por email, há alguns anos. As respostas, porém, eram outras.

Resolvi responder como um VERDADEIRO HOMEM, dando explicações sinceras e despudoradas a todas essas dúvidas que vocês, mulheres, consideram tão "cruciais".

Por que os homens não mijam sentados?
Porque o pau fica resvalando na latrina e isso pode causar uma infecção. Uma vez infeccionado o dito cujo, sua sagradíssima “piriquita” também pode ser contaminada. Desse modo, conclui-se que mijamos em pé simplesmente por questão de carinho e cuidado com nossas pequenas.

Por que os homens, depois de mijar, não abaixam as tábuas das latrinas?
Para não precisar levantar novamente quando voltarmos. Afinal, nós mijamos muito mais e isso é indiscutível. Além disso, as mulheres raramente fecham a porta do banheiro. Melhor um banheiro de portas fechadas com a tampa do vaso (não da “latrina”) levantada, do que um banheiro de portas abertas.

Por que os homens, mesmo levantando as tábuas, mijam fora dos vasos?
Porque o pau não tem mira laser. E não falamos aqui só do xixi, ok?

Por que os homens sempre deixam um pelinho na borda da latrina?
Por culpa da tal Lei da Gravidade. Como é comum colocar o pau para fora para fazer xixi, também ocorre de cair algum pelinho. Assim, o vaso fica com o talzinho grudado. Reclamem quando encontrar tal detalhe no lençol da empregada, no vestido da vizinha ou em lugares igualmente “impróprios”…

Por que os homens não sabem onde fica o “ponto g”?
Sabemos sim. Fingimos ignorância só por pirraça. Afinal, vocês insistem naquela “raspadinha de dente” na hora do sexo oral. Precisamos dar o troco de alguma forma.

Por que os homens pegam vídeo de sacanagem sem história?
Porque filme de sacanagem não é para ter história. Putaria é putaria, cinema é cinema. Tanto que, na hora de alugar um filme de verdade, vocês sempre escolhem alguma baboseira ridícula, e aí sim escolhemos filmes com ótimas histórias.

Por que a fantasia dos homens é transar com nossa melhor amiga?
Nada disso! Nossa fantasia é comer sua irmã mais nova. Ou a mais velha. Ou a do meio. Ou sua prima. Ok, ok… a melhor amiga também. Ou qualquer outra amiga.

Por que os homens jamais topariam um triângulo com mais um homem?
Nem vocês gostariam disso. Vocês sugerem esse tipo de coisa mais para o cara dizer ‘não, nem pensar’ e aí ficam cheias de orgulho diante do ‘ciúme’. Se o cara não somente topar, mas se empolgar de verdade, vocês são as primeiras a sair correndo, achando que o namorado virou viado. Mentira? Não nos culpe pelo machismo. Ele é nosso, sim, mas vocês também são bem machistas.

Por que os homens têm tesão por meninas com uniforme de escola?
Porque está cientificamente provado que o uniforme de colegial (sainha plissada, blusinha branca, meinha e sapato) fica muito melhor em meninas do que em velhas, homens, ursos e anêmonas.

Por que os homens têm tesão pela Xuxa?
Porque somos excêntricos. Ela é loira, gostosa, linda e rica… Grande porcaria, né?

Por que os homens adoram ver duas mulheres transando?
Gostamos de ver? Gostamos é de participar!

Por que os homens acham que mulher que gosta de dar é puta?
Na verdade, poucas prostitutas gostam de dar. Nós achamos que a mulher que gosta de dar é normalíssima, ou seja, safada. E não nos culpem pelos adjetivos, se vocês muitas vezes, na intimidade, pedem e gostam que a chamemos por esses nomes.

Por que os homens querem ir para a cama no primeiro encontro?
Tradicionalismo. A primeira transa deve ser na cama. Nada de elevador, escada de incêndio ou outros lugares do tipo.

Por que os homens ficam putos se você não quer dar no primeiro encontro?
Para evitar o uso de Planos B. ‘Uminha’ na primeira noite é muito mais honesto do que os subterfúgios manjados, e assim não precisamos inventar que queremos namoro, ‘coisa séria’ ou algo assim.

Por que os homens vão embora logo depois de transar com a gente no primeiro encontro?
Porque o encontro acabou. Em caso contrário, seria casamento. Certo?

Por que os homens acreditam quando a gente finge que goza?
Vamos mudar a pergunta: quem é mais esperto, quem aproveita uma transa e goza pra valer, ou quem ‘finge’ e não tem prazer algum?

Por que os homens têm nojo do próprio sêmem, mas ficam ofendidos quando a gente não engole?
Não temos nojo do nosso sêmem. Quanto à ofensa, imaginem o seguinte: acabamos de fazer sexo oral em vocês e aí cuspimos o “melzinho”, ou então passamos uma toalha na boca. Vocês iriam achar fofo?

Por que os homens gostam de ouvir que o pau deles é o máximo?
Na verdade, apenas não gostamos de ouvir (principalmente quando a crítica procede) que nosso pau é o “mínimo”.

Por que os homens contam para os amigos que nos comeram?
1) Vaidade; 2) Marcar Território; 3) Deixar claro quem é quem no mundo das “santinhas”.

Por que os homens não reparam que estamos de linverie nova?
Porque a “lingerie nova” quase sempre é uma variante do “conjuntinho de renda”. Isso estamos carecas de ver. Notem que, se colocarem um espartilho e meias 7/8, a reação será bem diferente.

Por que os homens têm tesão por nossa irmã caçula?
Que coisa, né? Novinha, linda, aquele jeito ’sapeca’… Como somos bobos em gostar disso! Fora que, quando vocês não estão por perto, as “caçulinhas” nos olham com uma carinha…

Por que os homens ficam cheios de dedos quando a gente pede um tabefe na hora da transa?
Que homens ficam ‘cheios de dedos’? No caso do verdadeiro homem, são precisamente cinco dedos. E com firmeza.

Por que os homens gostam de olhar para outras mulheres na rua?
Você prefere que seu namorado olhe para outros homens?

Por que os homens avisam quando vão gozar?
Sempre temos esperança de poder fazê-lo de uma forma mais criativa. Esse negócio de gozar na camisinha, dar um nó e arremessar no lixo é um saco.

Por que os homens gostam de ver a gente chupando o pau deles?
Da próxima vez eu juro que fecho os olhos.

Por que os homens gostam de chamar a gente de “minha putinha”?
Que tal um “Excelentíssima Senhora”? Mais excitante?

Por que os homens usam aquelas cuecas zorba horríveis?
Preferia aquele tapa sexo com fio-dental e rabinho de onça? Ou aquela outra com ‘trombinha de elefante’?

Por que os homens têm ciúmes dos nossos amigos homens?
Porque são homens, e isso basta. As amigas, por outro lado, são sempre muito bem vindas.

Por que os homens detestam beijar a gente quando estamos de batom?
Da próxima vez que estivermos fazendo a barba, daremos um beijo daqueles, com a cara bem cheia de espuma. Aí vocês falam se gostam.

Por que os homens acordam de pau duro?
Pura biologia. Se não fosse assim, mijaríamos na cama. Ou vocês acham que estão com essa bola toda?

Por que os homens se masturbam mesmo quando são casados?
Jogo é jogo, treino é treino.

Por que os homens estão sempre ajeitando os pintos nas calças?
Porque temos pinto. Ou vocês nunca ajeitam o peito no sutiã?

Por que os homens nunca admitem que a mãe deles também faz sexo?
Porque nossas mães não fazem sexo. Nem nossas irmãs.

E por que, meu Deus, por que os homens sempre desarrumam os malditos tapetinhos do banheiro?
Porque escorrega. Só não abaixamos para limpar pelo fato de que pode haver no chão algum respingo do nosso mijo. Eca!!!