domingo, 2 de dezembro de 2007

AS MULHERES DA HORA DO APERTO

Acredita-se no mito de que os cafajestes dividem as mulheres em dois grupos: as pra comer e as pra namorar. Bulxíti! São vários grupos. Os cafajestes temos péssimo caráter, mas não somos assim tão simplórios.

Há muitos grupos, várias categorias, ordens, classes, castas, divisões de base etc. Chega a quase perder a graça. Quase. Mas é claro que não perde.

Uma dessas categorias é a “Mina da Hora do Aperto”(*). Não é a popular “garota para comer”. Bobagem pensar assim, e até de certa forma uma falta de respeito com a nobre classe das 'só pra comer’.

Aquelas que são destinadas exclusivamente para o abate têm graça, vigor, beleza, encanto e um sem número de atrativos louváveis. Elas não são como as ‘do aperto’.

Não, não.

As “MDHDA” são para causas urgentes. São as Santas Expeditas da secura do cafa. São quase como uma punheta terceirizada. São a fornicada-delivery.

Não sou moralista, nem contra o sexo eventual. Sou francamente favorável à putaria indiscriminada, ao famoso ‘ninguém é de ninguém’, mas sempre com a ressalva de que não tolero viadagem pro meu lado.

O problema das “MDHDA” não é o fato de que gostam de um salseiro. Todo mundo gosta! Dureza mesmo é a má-qualidade dos serviços prestados (ou por imperícia das prestadoras, ou pela quase nenhuma beleza física).

E então vocês perguntam: por que vão atrás? E nós respondemos: porque sim. Aperto é aperto. Vocês têm hábitos e manias que tentamos entender (mas não entendemos). Essa é uma mania nossa. Tratem de respeitar.

É como comer no McDonald’s. Sabemos que não faz bem, sabemos que não vai ser legal, e o arrependimento bate quase que instantaneamente. Mas mesmo assim comemos, pois na hora dá vontade e é legalzinho.

Agora, sinceramente, irrita muito aquele negócio de ‘ficar abraçadinho’. Nada mais constrangedor e falso do que os abracinhos pós-foda com as “MDHDA”. Algumas ainda tentam dar uma ‘namoradinha’ na cama… Não é fácil.

O ponto alto da ira é quando começam com aqueles carinhos no carro, na carona da volta. Tenta dar a mãozinha, fica enchendo a paciência, rola um cafunezinho e às vezes algumas perguntas bobas ou a brilhante e genial observação de que ‘estamos diferentes’. Jura? Que capacidade de percepção!

Há casos de cafas que não agüentaram a pressão e simplesmente pularam do carro. Com ele em movimento.

E não me chamem de machista, pois as próprias mulheres são as maiores adversárias dessa categoria feminina.

Elas são suas inimigas, não é mesmo? Vocês fazem joguinho duro, dão um certo mistério, investem em um romance, para no meio dessa conquista aparecer uma ‘mina da hora do aperto’ e acabar com a secura do seu alvo.

Nós, cafajestes, gostamos muito dessas garotas. Não, claro que jamais teremos nada com elas. Se não temos com as ’só para comer’, que são bacanas e sabem conversar coisas legais, porque teríamos com essas daí? Claro que jamais haverá qualquer coisa séria.

Mas gostamos delas, sim. Admiramos a leveza, o desprendimento, a celeridade, a ligeireza e a permanente disposição. Só não gostamos de chamego logo depois. Isso não.

Dá uma ressaca braba, mas depois de uma semana tudo volta ao normal.


(*) - Para simplificar, “MDHDA”.

3 comentários:

Anônimo disse...

Descrição absolutamente perfeita da "MDHDA", agora tenho certeza você realmente e do clube.

jolh disse...

É o bom e velho "gado"
cafa que é cafa sempre tem umas desas
mas para as "MDHDA" naõ fiquem na depre por que vocês são extremamente necessário para a cadeia alimentar a propósito eu curti a "São quase como uma punheta terceirizada"

Lúcio disse...

Punheta terceirizada foi foda demais!