domingo, 2 de dezembro de 2007

O LENDÁRIO "DESESPERO PRAIANO"

Meus amigos, o que falarei agora é de extrema importância. É uma das situações mais desesperadoras da vida de um cafajeste. Porque, vocês sabem, não é fácil ser mau-caráter.

Esse drama, o da praia, é mais ou menos parecido com aquele da carona. A gente promete e depois não quer cumprir. O pior de tudo é que na hora da promessa parece que realmente vai ser legal. Mas o jogo vira, e tudo fica bem chato.

A enrascada com aquela conversa das mais fiadas: convidamos a incauta para um final de semana na praia, ela topa e tudo parece perfeito. Estamos realmente empolgados, e de fato acreditamos que será um final de semana repleto do mais acentuado forrobodó.

A ‘ida’ é uma maravilha. Pegação daqui e dali, uns gracejos já no carro… O casal chega soltando fogo pelas ventas e vai correndo para o quarto - ou ficam até mesmo na sala. Parece que o final de semana vai ser mesmo pura luxúria.

Uh…

Logo depois da primeira gozada, bate aquele arrependimento. Mas, caralho!, ainda é sexta-feira à noite! Tem o sábado todo e até o domingo! E agora? O que fazer? Como despachar essa mina? Como dar um jeito de acabar logo com o final de semana?

É esse, enfim, o DESESPERO PRAIANO. Começam a surgir desculpas esfarrapadas, acidentes, infortúnios, todo tipo de desgraça repentina. Vale qualquer negócio para sair logo da praia.

A volta, que seria no domingo, é primeiro antecipada para sábado à noite. Depois, para sábado à tarde. Em alguns casos, como sabemos, o casal volta sábado pela manhã. Ou até mesmo na própria sexta feira.

Claro que também dá zica. E não dá para adiantar a volta. Aí é que tudo se torna bem desesperador. O tesão dá vez ao desprezo, aquele fogo todo se transforma em pura beligerância. A pegação se transforma em guerrinha de nervos, alfinetadas gratuitas. É evidente que o casal não tem mais sintonia alguma (nunca teve, né?).

Esse desespero é dos maiores. É uma sensação inexplicável, uma força muito intensa, impossível de ser controlada, empurrando o camarada para longe da garota. Depois dessa experiência trágica, o certo seria aprender a lição e JAMAIS convidar outra garota para um final de semana, já que a ‘graça’ acaba logo na sexta.

Mas somos criaturas sem lógica e repetimos o mesmo erro infinitamente

7 comentários:

Anônimo disse...

Bem, será que o 'encanto' termina log porque o cara sim, gozou e deixou a 'felizarda' na mão?

Instintivamente, isto vai minar o clima entre os dois...

Su

Anônimo disse...

COmo um virgem de 20 anos nao tenho a menor idéia do que falas

Anônimo disse...

Eu tb como sou virgem de 17 e como dizem que beijar prima não conta tb sou Bv =[

Rodolfo Morato disse...

O que vocês dois fazem por aqui?
Felizmente (ou infelizmente) desse mal eu não padeço, não moro no litoral. Mas o problema em viagens para festinhas do interior é o mesmo, o tradicional "levar sanduíche para festa".

Anônimo disse...

Pior é quando vc, depois da foda, vê que a mina ão é tudo aquilo e vai passear na praia e compara a baranga que vc levou com as gostosas que estão circulando

Anônimo disse...

depois de 4 anos de namoro, vc começa a comparar até o corpo da empregada com o da sua mina e para sua surpresa, você descobre que aquela baiana de sotaque arrastado é muito mais gostosa que sua mina rs...o vida dura

Anônimo disse...

Bom,

Nós, mulheres também padecemos do “desespero praiano”, ou do “fim de semana na Fazenda, muito comum no interior aqui das “Gerais”, mas pra ajudar nas cafajestices, que eu, como mulher, não tenho vergonha de assumir que adoro, deixo uma dica: Mantenham um amigo de plantão, eu, quando vou sair para um encontro que não tenho muita certeza se vai ser bom o suficiente, aviso a amiga, me liga... a desculpa vem na hora pra retornar da praia na sexta mesmo...